Polícia ocupa uma das favelas mais violentas do Rio

13/03/2014 11:22 - Modificado em 13/03/2014 11:22
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favelaA ocupação começará ao amanhecer e será levada a cabo por militares do BOPE (Batalhão de Operações Policiais Especiais) e do BPChoque (Batalhão de Polícia de Choque) que usarão, além de blindados da corporação, meios aéreos.

 

Não foi divulgado nem o efetivo previsto para a ação nem se a Marinha participará, abrindo caminho com tanques dos Fuzileiros Navais.

O anúncio da invasão e ocupação em definitivo daquela favela foi feito propositadamente nesta terça-feira, dois dias antes da operação, repetindo a estratégia das ações realizadas desde o início do projeto de pacificação, em 2008.

Segundo o governo do estado do Rio de Janeiro, a ideia é que os traficantes, avisados da invasão, tenham tempo de deixar a favela, evitando-se assim um confronto que poderia ceifar vidas de inocentes. Esta é uma posição bastante contestada por vários setores, pois, na verdade, os criminosos e os problemas apenas mudam de lugar.

A Vila Kennedy fica às margens da Avenida Brasil, principal via expressa de entrada e saída do Rio de Janeiro. Foi criada nos anos 60 do século passado ao abrigo de um programa de desenvolvimento urbano financiado pelos EUA e por isso ganhou o nome do presidente norte-americano da época, John Fitzgerald Kennedy, e até uma réplica da Estátua da Liberdade, doada por um embaixador dos Estados Unidos.

Com uma população total de aproximadamente 100 mil pessoas, a Vila Kennedy é há muito cenário de violência praticada tanto por traficantes como pela própria polícia.

Só em Fevereiro, pelo menos dois habitantes sem ligação ao mundo do crime foram mortos por agentes durante operações diferentes e ambas desastradas na favela, e a população respondeu queimando veículos e confrontando a polícia, o que pode ter precipitado a decisão de invadir a região.

De acordo com informações dadas ao “Correio da Manhã” pela assessoria de imprensa do comando das Unidades de Polícia Pacificadora, as 37 UPPs já instaladas beneficiam diretamente 525 mil pessoas, número que aumenta para quase um milhão e meio quando levados em conta os habitantes das áreas em redor dessas comunidades já pacificadas.

 

 

 

cm.pt

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