Jornalistas atacados na Crimeia

10/03/2014 08:48 - Modificado em 10/03/2014 08:48
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crimeiaOs jornalistas não escapam à crescente tensão que se vive na Crimeia. Os repórteres são atacados por homens não identificados, os canais de televisão locais são repentinamente bloqueados ou substituídos e os correspondentes internacionais impedidos de transmitir.

 

Enquanto o mundo assiste a uma região em conflito que faz manchetes de jornais, são também cada vez mais as histórias de violência que vêm a público.

Um enviado da ONU foi ameaçado por homens armados e levado para fora do país. Por sua vez, um trabalhador ucraniano deve pensar cuidadosamente antes de responder à pergunta: “És a favor da Ucrânia ou da Rússia?”.

A somar a esta tensão, militares europeus, convocados pelo governo ucraniano, estão colocados num posto a impedir qualquer pessoa de entrar neste território.

E se se espera que sejam os meios de comunicação a divulgar o que realmente se passa na Crimeia, perante os ataques a estes profissionais, a situação agrava-se.

Foi agora divulgado um vídeo que confirma a violência. Uma câmara de segurança em Simferopol, na capital da Crimeira, captou o momento em que um jornalista freelancer búlgaro e o seu assistente são atacados.

As autoridades da Crimeia pró-russas estão assim a reprimir a transmissão de notícias, tendo pelo menos fechado dois canais ucranianos, impedidos de difusão terrestre.

Nem a CNN foge ao controlo apertado. Segundo o canal norte-americano “a tensão é elevada, mesmo quando os repórteres estão dentro do hotel”.

Conta a jornalista autraliana Ann Coren a pressão a que esteve sujeita durante a transmissão de quinta-feira, a partir do quarto de hotel em que está instalada: “A gerência disse-nos que já não estamos autorizados a transmitir a partir do hotel (…) Estamos a operar aqui há mais de uma semana. Mas obviamente, alguém está a exercer pressão sobre o gerente do hotel que ameaça agora fechar e expulsar-nos”.

 

 

 

cm.pt

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