Caso António Jorge Delgado: Juiz decide pelo julgamento ou arquivamento do processo

7/03/2014 00:03 - Modificado em 7/03/2014 00:20

martelo juizO 1º Juízo Crime da Comarca de São Vicente vai anunciar a sua decisão judicial sobre o processo-crime que indicia o deputado do MpD, António Jorge Delgado, da prática de um crime de calúnia e difamação, por queixa-crime do diplomata Silvino da Luz. O magistrado vai ouvir a testemunha José Luiz Ramos, conhecido por “Pinuria”, que faltou à audiência anterior por motivos de saúde. O juiz Antero Tavares com base nos factos apurados durante a ACP vai decidir se António Jorge Delgado será julgado pela sua conduta ou se arquiva o processo.

 

Nesta sexta-feira, 7 de Março, o Juízo Crime deverá concluir a Audiência Contraditória Preliminar requerida pelo deputado do MpD, António Jorge Delgado. José Luiz Ramos, conhecido por “Pinuria”, que viajava no avião, foi constituído testemunha por parte do queixoso Silvino da Luz, ex-ministro dos negócios estrangeiro e ex-embaixador de Cabo Verde em Angola.

 

Dada a sua ausência na primeira sessão, o tradutor e professor de Inglês vai-se apresentar ao Tribunal para responder às questões do mesmo e dos demais intervenientes no processo. Tido como uma testemunha com implicância fundamental no caso, José Luiz vai fazer a sua declaração sobre o que sabe do caso. E findo o seu interrogatório, vai caber ao juiz apresentar a sua decisão final sobre o processo-crime. Isto quando, Delgado denunciou à PJ que Silvino da Luz estava envolvido num esquema de tráfico de droga e compra de votos na segunda volta das eleições presidenciais realizadas no dia 21 de Agosto de 2011.

 

Factos

 

Segundo os dados do processo, no dia das eleições, por volta do meio-dia, António Jorge Delgado foi ao Departamento da Polícia Judiciária do Mindelo denunciar a chegada a São Vicente de um avião privado onde viajavam o ex-ministro dos negócios estrangeiros e ex-embaixador de Cabo Verde em Angola, Silvino da Luz e uma comitiva angolana chefiada pelo ex-ministro angolano das Obras Públicas, Higino Carneiro. E que o avião vinha carregado de droga e de dinheiro destinado à “compra de votos”.

 

Escândalo

 

Mas, devido às condições atmosféricas e de baixa visibilidade na ilha de São Vicente, por autorização dos serviços de aviação civil, o avião foi desviado para a ilha do Sal. Foi confirmado que no avião não havia nem dinheiro, nem droga mas sim uma comitiva da qual faziam parte Silvino da Luz e Higino Carneiro e que se deslocava a países da costa ocidental africana numa missão empresarial.

 

Assim, as denúncias avançadas à PJ por António Jorge Delgado não se confirmaram. E o diplomata Silvino da Luz, devido à gravidade da acusação que envolveu figuras de um Estado amigo, recorreu ao Tribunal para que perante a Justiça, o deputado apresentasse provas do “avião angolano carregado de droga e de dinheiro para comprar votos”.

 

  1. JOAO

    ARQUIVAR O PROCESSO? Como assim?

  2. ricardo

    Foi desespero de J. Delgado. Ele queria dessa forma tirar algum dividendo, para ver se conseguia ficar com todos os votos dos caboverdianos. Mas como diz o ditado: o tiro saiu pela culatra.

  3. José Augusto

    Para comecar Silvino da Luz nao é e nunca foi diplomata.
    Em segundo lugar, está mais do que claro que o aviao veio e tinha sim, tinha sim, material criminoso destinado á compra de votos a favor de Manuel Inocencio. O trafico de influencia, isso sim, o tráfico de influência fez com que o aviao nao fosse inspeccionado ou seja a inspeccao foi de faxada. Entenderam meus senhores? A inspeccao foi de fachada, conversa para boi dormir.

  4. Maria José

    Concordo com o Sr. José Augusto. Ou seja se nao fosse trafico de influencia por parte dos camaradas, tudo aquilo que disse o António Jorge Delgado estaria provado e Silvino da Luz estaria na cadeia.

  5. Mindelense

    Se a justiça decidir pelo arquivamento ,o que não acredito,será um apelo á vendetta.

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