Nem temporal apagou o brilho dos desfiles em São Paulo

3/03/2014 11:57 - Modificado em 3/03/2014 11:57
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carnaval brasilO violento temporal que se abateu sobre São Paulo, que em vários momentos teve chuva de granizo, não foi suficiente para apagar o brilho da primeira noite de desfiles das escolas de samba do principal grupo do Carnaval da maior cidade brasileira.

 

Mesmo sob o mar que caía do céu, sete escolas apresentaram-se no Sambódromo do Anhembi, na zona norte da capital paulista, e o mau tempo não arrefeceu a o entusiasmo de quem ficou a madrugada inteira a assistir.

A tempestade começou quando a “Leandro de Itaquera”, a primeira escola a desfilar, iniciou o desenvolvimento do seu enredo na passarela.

A segunda escola a desfilar, a tradicional “Rosas de Ouro”, fez muita gente sentir saudades ao levar para o Anhembi um enredo sob o título genérico “Inesquecível”, que abordou momentos da infância, juventude, maturidade e velhice que não saem da memória.

Objetos, momentos e até personalidades inesquecíveis, como Airton Sena, Charles Chaplin e Michael Jackson, foram representados por grandes esculturas e por passistas, e no último carro da escola a desfilar, artistas que fizeram enorme sucesso décadas atrás empolgaram o público ao passar, cantando e acenando.

Sob o título “Malucos de Todos os Tempos”, a “X-9 Paulistana” fez desfilar ao longo das centenas de metros do Sambódromo conhecidas personagens da história, como Nero, Napoleão Bonaparte, Maria Antonieta e muitos outros. Mesmo sob uma chuva nessa altura verdadeiramente torrencial, a escola brilhou e muito, com o colorido dos seus carros alegóricos e a riqueza das fantasias.

A quarta agremiação a desfilar, a “Dragões da Real” desenvolveu um enredo que falou sobre invenções, música, brinquedos, televisão e cinema, e, apesar da multiplicidade de temas, não se perdeu e foi um dos destaques da noite. A escola também levou para o Anhembi esculturas gigantescas, com destaque para um carro evocando a banda Kiss, cujos membros foram representados com riqueza de detalhes por bonecos com 15 metros de altura.

A maior campeã da história dos desfiles de São Paulo, com 14 títulos, a “Vai-Vai” entrou no Sambódromo com a desconfiança de muita gente, pois o enredo, sobre a cidade de Paulínia, no interior de São Paulo, não parecia algo muito atraente nem inspirador.

Mas a escola, para falar da cidade, abordou temas tão variados como cinema, exploração de petróleo, pujança industrial, poluição e até mesmo história grega e conseguiu contagiar as milhares de pessoas que assistiram e ovacionaram a riqueza do desfile e a ousadia dos carros, um deles repleto de lindas mulheres semi-nuas e o outro com uma marioneta com mais de 10 metros que dançava manuseada numa fantástica sincronia por nada menos de 20 pessoas.

Outro grande momento da escola foi quando três grandes carros alegóricos se uniram num só e formaram uma linha de comboio com 70 metros de comprimento.

 

 

 

cm.pt

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