Seis anos e oito meses de prisão para homem que deixou ex-companheira em estado de coma

3/03/2014 00:10 - Modificado em 2/03/2014 22:29

prisão9O Tribunal da Comarca de São Vicente condenou o cidadão que agrediu a ex-companheira deixando-a cerca de dois meses em estado de coma. O juízo Crime condenou o arguido a uma pena de seis anos pela prática de um crime de ofensas agravadas. O indivíduo agrediu a jovem de 22 anos com vários golpes na cabeça, deixando-a sem movimento nas pernas e nos braços durante vários meses.

 

O caso ocorreu no dia 22 de Fevereiro de 2013 na zona de Lombo Tanque, quando uma mulher de 21 anos foi agredida por um homem de 25 anos com quem vivia . A vítima sofreu vários ferimentos na zona da cabeça e foi encontrada estatelada no chão sem dar sinais de vida.

 

Coma

Na sequência das agressões, a jovem sofreu um traumatismo craniano grave e foi internada nos Serviços dos Cuidados Intensivos do HBS em estado de coma, uma vez que não falava e nem apresentava sinais de movimento nos braços e nas pernas. A vítima esteve à beira da morte e para lhe manter a respiração, os médicos de serviço tiveram de recorrer a um ventilador mecânico e ao oxigénio.

 

Mas com a alteração do quadro clínico que passou de coma para reservado, foi decidida a sua transferência para os Serviços de Cirurgia. Volvidos dois meses, a jovem teve alta médica e enfrentou um processo de fisioterapia. A jovem esteve dependente de uma cadeira de rodas mas com o passar dos meses recuperou a fala e começou a andar, apesar de ter ficado com algumas sequelas.

 

Condenação

Os factos da agressão foram esclarecidos em Tribunal, pelo que o arguido que respondia pelo crime de homicídio na forma tentada viu o Juízo Crime convolar o crime. Com base nos factos e depoimentos das pessoas arroladas ao processo, o Tribunal entendeu que se tratou de um crime de ofensas corporais agravadas. Pela sua conduta, o juiz condenou o arguido a uma pena de seis anos e oito meses e acrescentou que “espera-se que a medida sirva de exemplo para que o sujeito reflicta sobre o seu comportamento que pôs em risco a integridade física da vítima”.

  1. MARIO

    Pura maldade.Que sirva de exemplo ao agressor,mas sera que vai servir mesmo?Seria bom pelos menos que as jovens reflitissem um pouco antes de iniciar um relacionamento :
    Um individuo violento a esse ponto devia ser rejeitado,senao isso vai-se repetir…

  2. CidadaoCV

    E o mais caricato de tudo isto, pelas informações que tenho, a vítima ter ido ao tribunal depor a favor do agressor, “dizendo” que teria caído, que o agressor não lhe tinha agredido. Uma pessoa que passa pelas portas da morte ainda tem coragem de ter tal comportamento? Que deus me perdoa, mas esta moça devia também apanhar uma boa cadeiada, por tentativa de obstrução da justiça.

  3. Maria Fortes

    O problema é uma mentalidade nociva do homem caboverdiano. Ele deseja todas as mulheres deste Mundo e uma vez em posse de uma mulher esta passa a ser mais uma das suas propriedades privadas.

    Ele sempre pensa que uma mulher nunca pode dar por terminada uma relação pois ele sente-se tocado no seu ego e usando todos os meios impede a mulher de continuar a sua vida. O pior ainda é que um grande número desses homens perdeu a sua dignidade e andam a “chular” as mulheres sem o minimo de vergonha. Alias e nestes casos a culpa é das mulheres que deixam ser exploradas. E o pior ainda que tudo isso acontece nao só no seio das camadas populares mas tambem no seio das chamadas pessoas de sociedade.

    E para confirmar este minha opinião é uma vergonha ver tantos jovens, fortes, saudáveis e valentes, estendendo a mão “dá-me dez escudos, pagá-me um grogue” enquanto as mulheres labutam dia e noite para o seu sustento e dos filhos que na maioria é abandonada pelos “pseudo-pais”

    O homem caboverdiano, (aqueles que sao) já perdeu todo o seu respeito próprio e dignidade.

  4. Vasco Martins

    Angolano é más amedjor du ki kriolo!!

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