Situação dos bombeiros incendia a AM

28/02/2014 07:58 - Modificado em 28/02/2014 07:58

cmsvNo primeiro dia de trabalho da Assembleia Municipal, a sessão esteve centrada no período antes da ordem do dia e que teve a situação dos bombeiros no centro das intervenções das bancadas e do executivo camarário. Nas trocas de palavras foram feitas acusações de parte a parte.

 

O tema foi introduzido pela bancada da UCID e teve réplica dos outros intervenientes. Depois de uma visita à corporação dos bombeiros municipais, Lucas Evangelista, deputado da UCID disse que não acreditaram no que viram nessa instituição. “Não é verdade que merecem uma menção digna desse nome para além do mini-staff, desmotivadíssimo e sem o mínimo de condições”, sublinhou o deputado. Para Alcides Graça, os bombeiros têm trabalhado “em condições que não dignificam a corporação, com falta de efectivos, falta de formação e reciclagem, falta de viaturas, falta de ambulâncias que colocam os bombeiros em perigo por falta de segurança”.

Mas a discussão esteve focalizada no acordo entre a Câmara Municipal e a ASA. Alcides explicou a situação que considera “duvidosa do ponto de vista legal”. “A Câmara assinou no dia 15 de Dezembro de 2010 um alegado contrato de serviço com a ASA cujo objecto é a prestação de serviço nas áreas de incêndio, socorro e salvamento no aeroporto Internacional Cesária Évora. No âmbito do alegado contrato coloca um contingente de cinco bombeiros pertencentes ao comando geral dos bombeiros em regime de permanência”.

Para Alcides, a principal reclamação é a falta de efectivos para prestar melhor serviço e, por isso, “não se despe um santo para se vestir outro”. O deputado considera ainda uma “exploração”, o facto da edilidade receber setenta e seis mil escudos por cada bombeiro com um acréscimo de dez por cento do montante e continua a afirmar que paga quarenta e dois mil e quinhentos escudos com subsídios de turno. Diz que a edilidade ganha trinta e oito mil escudos por cada bombeiro “sem fazer absolutamente nada”.

Para Alcides, este valor daria para integrar mais quatro bombeiros sem custos para os cofres da Câmara. E critica o presidente da Câmara em falar de desemprego quando tem oportunidade de integrar pessoas e não o faz. “Se você não fizer, integrando mais jovens na corporação, não tem moral para criticar ninguém”, disse Alcides Graça.

 

Alcides não sabe fazer contas

Augusto Neves, presidente da CMSV, não desdramatiza as críticas e acusações de estar a explorar os bombeiros. Nesse ponto disse que, “os bombeiros têm um salário de quarenta e três mil escudos, subsídio de turno de 8 mil escudos, INPS de sete mil, seguro de quinhentos e sessenta, IUR de 11 mil escudos” e pede ao líder da bancada para aprender a fazer as contas.

E diz que em 2012 foram admitidos quatro bombeiros, mas que estes “têm de ser aprovados pela Assembleia e ainda têm de ir para o tribunal de contas”, antes de poderem ser incorporados.

  1. CidadaoCV

    Eu fico muito preocupado com reclamações do tipo; “falta de efectivos para prestar melhor serviço”, como desculpa pelo fracasso, baixo nível de desempenho ou baixa produtividade. A verdade é que o cabo-verdiano, principalmente aquele ligado a função pública tem um nível muito baixo de produtividade no trabalho. Em vez de estar sempre a reclamar que falta mais um para fazer este ou aquele trabalho, o reclamador devia esforçar-se para colmatar a falta, e apresentar um bom serviço. Tenho dito.

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