Crime da Terra Branca: Zezinho Catana diz não recordar o que fez com José dos Anjos

25/02/2014 07:56 - Modificado em 25/02/2014 07:56
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palacio justiçaZezinho Catana está a ser julgado pelo assassinato do ex-colega de quarto, José dos Anjos na localidade de Terra Branca, Santiago. Catana responde pela prática de um crime de homicídio agravado, onde é acusado de matar “Sintanton” e de ter esquartejado e vendido a sua carne. Zezinho afirmou ao Tribunal, não recordar o que fez à vítima e disse à Juíza que prefere não falar do assunto, esperando que Justiça seja feita.

 

O Tribunal da Comarca da Praia procedeu à primeira audiência de julgamento do processo-crime que envolve Zezinho Catana, considerado o serial killer de Cabo Verde. Catana, de 50 anos e natural de Santo Antão começou a ser julgado pela morte de José dos Anjos, cidadão com quem partilhava a mesma habitação na zona de Terra Branca.

 

Durante alguns meses, José, de 40 anos, que era de Santo Antão, abrigou em sua casa Catana que havia cumprido pena na Cadeia de São Vicente por crime de homicídio. Durante duas semanas, o pedreiro esteve desaparecido, mas no dia 13 de Junho de 2013, a PJ, com o apoio do suspeito Zezinho Catana procedeu à remoção das ossadas da vítima que estavam enterradas nas imediações da casa onde viviam.

 

Interrogatório

 

Os indícios apontam que esquartejou a vítima, vendeu a sua carne, queimou e enterrou partes do corpo. A RCV esteve a acompanhar o julgamento do homicida que instado pelo Tribunal e pelo Ministério Público para se pronunciar sobre o assassinato de José, afirmou não se recordar do que se terá passado no dia da morte de “Sintanton”.

 

Catana acrescentou que ambos estavam sob efeito de bebidas alcoólicas e que na sequência de um desentendimento atirou José dos Anjos ao chão e que este não reagiu. Zezinho disse à Juíza que quando consome álcool, não consegue lembrar dos seus actos. Apesar de negar a venda da carne da vítima, Catana não esclareceu ao Tribunal o que fez com o corpo de José dos Anjos.

 

É que durante as investigações da PJ, Catana esteve no local do crime e munido de uma enxada participou nas escavações e deu indicações onde estavam enterradas algumas ossadas. O destino dado à carne de José continua por esclarecer. Porém, durante os interrogatórios na fase de instrução, Zezinho confessou à PJ que matou o colega e que terá vendido a sua carne na cidade da Praia como carne de carneiro.

 

O Tribunal prossegue com o julgamento com a audição de Zezinho Catana e de testemunhas arroladas ao processo para que possa descobrir a verdade dos factos. O Juízo Crime quer saber como o homicida matou a vítima e com a conclusão do julgamento, aplicar a medida de pena que o caso impõe.

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