Parlamento: MpD apela à reconfiguração da política externa do país

25/02/2014 07:53 - Modificado em 25/02/2014 07:53

Bandeira_MpDA política externa de Cabo Verde esteve no centro do debate com o regresso do parlamento aos trabalhos. O plenário debateu sobre o estado das relações externas, como está e como pode ser melhorado. Sob fogo cruzado estiveram as embaixadas e os serviços consulares que o MpD afirma que não podem estar ao serviço do partido no poder mas sim ao serviço das pessoas independentemente da cor política.

 

Para o MpD, através do líder da bancada Elísio Freire, Cabo Verde precisa de um novo paradigma para a política externa “tendo em conta as mutações que o mundo está a ter e a complexidade das ameaças da criminalidade e das oportunidades que estão a surgir”. E propõe medidas de fundo para a reconfiguração da política externa.

“Reconfiguração dos direitos e deveres dos consulados e embaixadas”, afirmando que o país tem de penetrar em África de “corpo e alma” para a integração africana e na CEDEAO. E apela ao Governo para a“reformatação do perfil dos diplomatas” o que considera uma “exigência nacional”. “Esta formatação dará um maior protagonismo aos actores da política externa”.Já a bancada do PAICV confia na política seguida pelo Governo. “O Governo tem uma estratégia e tem uma agenda para a política externa de Cabo Verde e os resultados do prestígio da credibilidade são a prova inequívoca da agenda e da visão da política externa”, como sublinha o líder da bancada do PAICV, Felisberto Vieira. Assim como o Governo, Vieira acredita que a política externa de Cabo Verde se configura como um dos “pilares da soberania cabo-verdiana e um dos objectivos estratégicos de desenvolvimento”. Mas sente que “é sempre possível melhorar”.

Para José Maria Neves, Primeiro-ministro de Cabo Verde, a política externa tem pautado pelo “diálogo, pela solução negociada de conflito, pela defesa das liberdades das democracias, pelos direitos humanos e pelo multilateralismo”. E afirma que tem apostado agora na inserção na CEDEAO. E sublinha o prestígio alcançado pelo país com participações em cimeiras de Estado e de Governo, e pela “primeira vez a concorrer aos órgãos da CEDEAO”.

  1. Eduardo Oliveira

    Em quarenta anos de exercicio de poder, nem o PAI nem seu filho dilecto (MpD) aprenderam a politica por serem utopistas brincando o Carnaval todos os dias do ano. Continuam sem uma politica coerente, falando uma coisa com quem os subsidia enquando procuram associar-se com miseràveis e incivilizados.
    Tanto um partido como o outro vêm, sem qualquer retenção, descaracterizando Cabo Verde. O maior crime é querer aniquilar os falares e obrigar a pràtica de um alfabeto feito por xenôfobos, racistaso

  2. José Manuel de Jesus

    O diàlogo do José Maria Neves tem sido com ele mesmo. Diàlogo… a uma voz.
    As mentiras cotinuam a a acumular-se.

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