Rebocador Leopard à espera de um lugar na sucata

24/02/2014 00:06 - Modificado em 23/02/2014 23:30

rebocador leopardO rebocador Leopard encalhado na zona da Galé, ilha de São Vicente, vai continuar na lista de espera para ser removido da Baía do Mindelo. Para o Estado de Cabo Verde, a remoção dessa embarcação da Baía do Mindelo é um processo complexo, por isso, assinou um contrato de desmantelamento com a empresa Desindava. E o desmantelamento surge como a cereja no topo do bolo já que esta solução dribla os elevados custos de remoção.

 

O desmantelamento do Leopard, embarcação que faz parte do roteiro dos “monstros depositados na Baía do Mindelo” deveria estar em curso. Mas segundo o que apurámos, a operação foi adiada sem que haja uma data exacta para que o rebocador seja desmantelado e enviado para a sucata. Isto, após o desmantelamento do Mar Azul e do Jenny.

De acordo com informações colhidas pelo NN “o Leopard vai ficar mais uns meses na lista de espera, porque as autoridades marítimas mudaram o plano de desmantelamento dos navios encalhados na Baía do Mindelo. A Desindava, empresa que desmantela as embarcações foi destacada para prosseguir a remoção final do casco do navio Jorge Rocha, encalhado em frente à réplica da Torre de Belém. E só depois de terminar esse serviço, é que vai trabalhar no desmantelamento do rebocador Leopard”.

Encalhe

No caso do rebocador Leopard, cujo encalhe aconteceu em 1 de Setembro de 2011, o seu abandono por parte dos proprietários determinou que a embarcação passasse a ser propriedade do Estado, entidade que viria a assumir os custos da remoção do local de encalhe.

A situação do Leopard arrasta-se há vários anos, visto que em 2006, por ordem do Tribunal de São Vicente, o rebocador ficou arrestado na Baía do Porto Grande do Mindelo, isto porque um credor moveu um processo de arresto e as instâncias judiciais deram ordens para interditar a saída da embarcação do país.

Mistério

Porém, o problema maior surgiu em Setembro de 2011 quando, subitamente, o rebocador foi encalhar pela segunda vez na zona da Galé. No primeiro encalhe, o rebocador Monte Cara consegui trazer a embarcação para a Baía do Mindelo. Mas no segundo caso, um rombo no casco criou dificuldades para a conclusão da operação de retirada do Leopard da Galé.

Por agora, as razões do encalhe continuam por esclarecer, mas as autoridades suspeitam que se tratou de mão criminosa. Volvidos cerca de três anos, as autoridades marítimas optaram pelo desmantelamento. E é dessa forma que nos próximos meses, a empresa Desindava vai desmantelar o rebocador Leopard e, como contrapartida assinada no contrato com as autoridades marítimas, a empresa Desindava fica com a sucata extraída dessa embarcação.

 

  1. Pedro Delgado

    O Leopard tem estado muito so e recusa-se a sair de la sem companhia pelo que espera pelo “Tarrafal” para entao sairem juntos numa boa.
    Os Governantes precisam criar uma Lei que permita aos Tribunais agir com rapidez nos processos que digam respeito a barcos fundeados no Porto Grande, uma das Baias mais lindas do Mundo.Ou entao aproveitar as maquinas que estao a trabalhar na Enapor e fazer um cais na Gale onde os barcos desgarrados do porto vao atracar automaticamente, pagando contudo uma taxa.

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