Dubass: vencer o desemprego com a venda de sucata

24/02/2014 00:00 - Modificado em 23/02/2014 22:51
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SucataAnildo Isaguy, conhecido por “Dubass”, decidiu vencer o desemprego através da compra e venda de sucata: um negócio dominado pelos africanos do continente residentes no Mindelo.

 

Dubass desde cedo aprendeu a ganhar a vida para ajudar na sobrevivência da sua família. Esteve durante muito tempo desempregado e decidiu então abraçar o negócio das sucatas de metais não ferrosos. Abriu uma pequena oficina vocacionada na compra de sucatas para revender a grosso a sucateiros com maiores portes. É mais uma história de gente que não se rende ao desemprego, de gente que luta para que a pobreza não entre pela porta da casa num período em que, em São Vicente, os ventos do desemprego continuam a soprar. E vender sucata, serve perfeitamente para fugir ao desemprego e à falta de soluções para sobreviver numa ilha onde a fome bate a muitas portas.

 

Dubass está no ramo há três anos. Iniciou a actividade estabelecendo contactos com outros sucateiros, sobretudo os emigrantes africanos, guineenses e senegaleses que dominam o negócio. Ele compra quase todo o tipo de sucatas: chapas, ferro, alumínio, chumbo, bronze. O preço é estabelecido conforme o tipo de sucata.

 

Segundo Dubass “os materiais são cortados, arrumados, separados por categoria e depois revendidos a sucateiros emigrantes africanos que dirigem o comércio das sucatas. Os materiais têm como destino final a Índia e o Dubai, onde vão ser transformados em metais brutos para se construírem outros objectos”.

 

Dubass considera “rentável” o seu negócio. É uma actividade praticada em quase todas as ilhas do país. Todos os materiais são comprados e vendidos a quilo. O ferro, por exemplo, é vendido entre 10 a 20 escudos o quilo. O alumínio, o cobre e o bronze são mais caros, custam 150 escudos/ Kg.

Dubass salienta que a sua actividade é amiga do ambiente, visto que “contribui para a despoluição do planeta e sensibiliza as pessoas de que é preciso cuidar do ambiente em que vivemos. As sucatas sejam elas de metais de qualquer natureza ou de outros produtos, como plásticos e borrachas, envenenam as fontes da vida”.

 

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