Desafios para a Grécia mantêm-se e euforia inicial foi sol de pouca dura

19/06/2012 02:41 - Modificado em 19/06/2012 02:41
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A economia grega não é auto-sustentável, mas os mercados abriram aliviados pela vitória da Nova Democracia (direita), com a possibilidade de formar um Governo maioritário com os socialistas do Pasok e outros pequenos partidos com assento parlamentar.
A euforia dos mercados na manhã de ontem foi-se desvanecendo, enquanto o euro atingia o valor mais elevado das últimas três semanas ao fechar nos 1,2716 dólares. Os índices bolsistas abriram todos em alta, mas foram oscilando, de acordo com as notícias da Grécia sobre a capacidade em formar um Governo mais ou menos abrangente.
 

Os primeiros sinais de perda de fulgor, realça a corretora XTB, aconteceram no final da manhã, com a queda da bolsa espanhola, sinalizando o agravamento das condições do mercado financeiro, e o mesmo acontecia em Itália.
Da Grécia vieram boas notícias para os mercados, mas que rapidamente foram absorvidas pela instabilidade e a preocupação global a nível da conjuntura macro-económica.

As necessidades de financiamento da Grécia são da ordem dos 31 mil milhões de euros no imediato, mas ao mesmo tempo é necessário continuar a consolidar a economia do país e a aprofundar a integração política e fiscal da União Europeia.

A Fitch afirmou que, “para já”, não fará o downgrade da dívida de vários países da Zona Euro, considerando que o risco de saída no curto prazo da Grécia da Zona Euro foi reduzido com os resultados eleitorais de domingo. A agência de notação acredita que haverá um Governo helénico antes da cimeira dos líderes europeus, marcada para os dias 28 e 29 de Junho. A corretora XTB alerta para a necessidade de uma união fiscal e orçamental, enquanto a Fitch reforçou uma ideia recorrente de que apenas com uma total união monetária e uma muito maior integração orçamental e financeira é possível aliviar ou suprir a crise sistémica na Zona Euro.

Independentemente de esta situação estar longe de entendimento, os riscos da Grécia caíram drasticamente e nenhum analista fala em saída do país da Zona Euro.
 

 

Oje.pt

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