ficou cego de um olho ao ser agredido com uma garrafa de vidro

19/02/2014 07:23 - Modificado em 19/02/2014 07:23

M2081S-1029Arley Dias, de 21 anos, foi vítima de uma agressão que o deixou com um trauma para toda a vida. O estudante do 12º ano do Liceu Ludgero Lima e ex-barbeiro ficou cego do olho direito ao ser agredido com uma garrafa de vidro. Dias ficou com uma cicatriz, fruto do acidente em que os agressores optaram pela violência e, ainda por cima, ficou impossibilitado de exercer a sua profissão na barbearia que tinha montado na sua residência.

 

O NotíciasdoNorte continua a descida ao inferno das vítimas de violência urbana na ilha de São Vicente. Arley Dias foi agredido em Dezembro de 2013 na rua de Calheta, zona de Horta Seca. Segundo a vítima, o caso ocorreu quando vinha de uma festa, acompanhado da namorada.

O casal foi atacado com pedras e garrafas por um grupo de indivíduos. O cidadão assegura desconhecer os motivos que levaram esses jovens a terem aquele comportamento. Por isso, entregou o caso às instâncias judiciais, para que em Tribunal, os factos sejam esclarecidos pelas cinco pessoas que foram constituídas arguidos pelo Ministério Público.

Mas, Arley retrocede no tempo para explicar em que circunstância ocorreu o ataque. O jovem, que reside em Horta Seca explica que “no dia 30 de Dezembro fui para uma festa com a minha namorada. Regressámos a casa por volta das cinco horas e pelo caminho começaram a cair pedras e garrafas na nossa direcção. Estavam a ser atiradas por um grupo de indivíduos que haviam marcado presença naquela festa”.

Trauma

O jovem sublinha que prosseguiu a sua marcha, com o propósito de proteger a sua companheira de uma eventual agressão. O entrevistado afirma que os agressores mantiveram a mesma conduta e que durante o percurso, para defender a integridade física do casal, por vezes olhava para trás para ver de que direcção vinham os objectos.

Mas o pior estava por chegar quando, pela última vez, Arley Dias virou a cara em direcção dos agressores. O jovem explica que “no momento em que virei a cara, uma garrafa acertou-me na testa e os pedaços de vidro atingiram-me o olho direito. A minha namorada foi à procura de auxílio e ainda chegou a ser agredida com pontapés por um dos rapazes. Devido à inexistência de veículos nessa área, acabei por ser socorrido por um carro de transporte de pães”.

Paralisia

Arley ficou inconsciente pelo que foi transportado ao hospital onde foi sujeito a uma intervenção cirúrgica no olho direito. Os médicos viriam a revelar à família que ele perdeu a visão naquele olho. A agressão mudou a vida deste jovem, pois passou a ter dificuldades em prosseguir os estudos, já que tem problemas de ler os conteúdos dos textos. Triste e revoltado com a situação sublinha ter em risco o complemento do ano escolar, pois, iria terminar os estudos e aguardar por uma oportunidade de ingressar no Ensino Superior.

A perda da visão no olho direito levou o entrevistado a abdicar do trabalho na barbearia que tinha montado em casa. E agora, a actividade está a cargo do irmão que lhe dá apoio mediante a prestação de serviço. Arley vai-se adaptando à nova vida, mas espera que haja Justiça. Assegura que as recordações daquele dia violento não se apagam da sua memória.

  1. criola de soncente

    oh cred . . .soncente jà cabà na nada ,cada dia pior e mas triste einda k e um violencia gratuita !!! coragem Arley deus te dop força e coragem ness novo fase dbo vida e pena k einda nos terra te chei d ignorantes ,e bnite sabe que bo faze td pe proteje bo namorada de kex burro e ignorantes ,coragem ,deus te oià pa bo

  2. nhone

    caçass um por um. bo frá cada dez um oye. sinceramente!

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