Cabo Verde aposta na irrigação

19/06/2012 02:37 - Modificado em 19/06/2012 02:37
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Impensável há uma década, os mercados de Cabo Verde oferecem hoje leguminosas e frutas viçosas, sinal da mudança progressiva do panorama agrícola no arquipélago. 

As novas técnicas de irrigação, como o sistema gota-a-gota, têm permitido transformar os secos e áridos solos em quintas, maioritariamente artesanais, mas que têm permitido contornar a escassez de água nas nove ilhas habitadas de um arquipélago onde só chove entre Julho e Outubro.

E é nos mercados de Santiago que se nota uma cada vez maior disponibilidade de frutas e legumes frescos, graças sobretudo à única barragem do país, construída e concluída em 2006 pela China, na região de São Lourenço dos Órgãos, no interior da ilha onde se situa a capital, Cidade da Praia, e que já encheu várias vezes.

A questão da água vai ser um dos assuntos a ser debatido na Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável Rio+20 que se realiza entre 20 e 22 no Brasil. Além da Água serão discutidos temas como os oceanos, alterações climáticas, energia, desastres naturais e alimentação.

Com os lençóis freáticos reduzidos e de pouca monta, incapazes de por si só abastecerem uma população crescente – 500 mil habitantes no arquipélago, mais de metade na ilha de Santiago -, a barragem do Poilão trouxe à região uma nova vitalidade a uma agricultura que já passou da fase de subsistência para a comercial.

Os custos com os combustíveis para a produção de água potável – são várias as centrais dessalinizadoras no arquipélago – são muito altos, pelo que a ambiciosa aposta governamental na densificação de barragens e diques por todo arquipélago é vista como uma luz ao fundo do túnel.

Até 2016, o Governo de Cabo Verde tem prevista a construção de 17 barragens – pelo menos três estão já em curso na ilha de Santiago (Salineiro, Saltinho e Faveta) -, e mais de 70 diques.

 

Oje.pt

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