São Vicente regista quatro homicídios em 25 dias

17/02/2014 00:10 - Modificado em 17/02/2014 00:10

LutoNa ilha de São Vicente, em comparação com o ano anterior, o início de 2014 fica marcado pelo registo de mortes que, dada a sua quantidade, preocupa as autoridades e as pessoas. Um cenário que revela casos de homicídio, suicídios, mortes por acidente e por ingestão de bebidas alcoólicas. Foram registadas onze vítimas tendo a Delegacia de Saúde, a Polícia Judiciária e a Polícia Nacional sido accionadas para realizarem diligências e os Bombeiros para fazerem o levantamento dos corpos.

 

No capítulo de homicídios, em 2013, as autoridades registaram apenas três casos, com os assassinatos de Elsa Almeida, Sandra dos Santos e do jovem conhecido por “Chaka”. Porém, neste arranque de ano, a história mudou de figura e num período de 41 dias, a Polícia Judiciária e a Polícia Nacional já contabilizaram quatro mortes por homicídio.

Numa retrospectiva no tempo, o início de 2014 na ilha de São Vicente está-se a revelar bastante preocupante. Isto, porque o índice de assassinatos com contornos hediondos aponta que nos próximos dez meses, as autoridades poderão vir a ter mais casos. E o Tribunal, que já colocou duas pessoas em prisão preventiva, poderá vir a ser accionado para aplicar medidas de coacção aos eventuais autores.

 

Crime passional

Maria Francisca Silva, de 43 anos, foi a primeira vítima ao ser assassinada à facada pelo ex-companheiro na localidade de Monte Sossego. Um crime onde a Polícia Judiciária, aquando da realização da autópsia, frisou que “foi um homicídio violento pois ela não tinha como sobreviver, uma vez que os golpes de faca praticados pelo autor do crime foram fatais, nomeadamente, os que atingiram o tórax da vítima. Maria teve vários ferimentos que fizeram com que perdesse muito sangue e, assim, entrou em choque hipovolémico, seguido de morte”.

 

Negligência

O assassinato de Maria viria a ser o início de uma temporada de homicídios na ilha de São Vicente. Volvidos treze dias, o Ministério Público registou um caso de homicídio negligente. Amílcar Gomes faleceu vítima de uma paragem cardíaca após sofrer um golpe no pescoço e ficar tetraplégico.

O homem de 39 anos estava num convívio com um grupo de amigos na zona do Lazareto quando se envolveu numa troca de golpes com o autor da sua morte. Hermenegildo Soares, de 34 anos agarrou os braços da vítima e ao golpeá-lo por trás provocou-lhe uma lesão no pescoço que lhe afectou a coluna cervical e vertebral.

Violência

Na noite de 7 de Fevereiro, um cidadão de 60 anos, Pedro Silvestre Faial foi morto numa rua na localidade de Monte. O crime foi praticado por “Rei”, trabalhador do Mercado do Peixe que desfez o rosto da vítima a pontapés. Dada a violência com que o homicídio foi praticado, a vítima ficou com a cara desfigurada, a sua identificação só veio a ser efectuada na Casa Mortuária do Hospital Baptista de Sousa através de uma tatuagem que tinha no braço. E mais tarde, os familiares vieram a confirmar que se tratava de Pedro Silvestre Faial, ex-funcionário do HBS.

O quarto homicídio ocorreu num terreno baldio situado nas imediações da lixeira de São Vicente. Mas o caso continua a ser um mistério que a PJ procura esclarecer. Manuel dos Santos, pastor de animais do Talho Pimenta & Verduras foi morto com uma arma de fogo. Os indícios recolhidos pela PJ apontam que o pastor foi atingido por tiros de caçadeira ou “boca bedjo”

 

Mortes

Por outro lado, para além destes casos de homicídio, houve a morte acidental de uma mulher na praia da Laginha. Firmina Almeida morreu por afogamento após um desmaio no areal da Laginha por causa de problemas de tensão arterial. A vítima não teve assistência e acabou por afogar.

Domingos dos Santos, de 80 anos morreu na sequência de um incêndio que deflagrou na sua residência na zona de Espia. Foram registados dois casos de suicídio, um em Salamansinha e outro em Pedra Rolada, onde um condutor da Padaria Francesa pôs termo à própria vida. E ainda, três mortes em situações onde não houve mão criminosa. Na Ribeira de Craquinha, um homem faleceu ao cair da varanda da sua residência. No dia 10, um idoso de 83 anos foi encontrado sem vida em Fernando Pó e na zona de Chã d’Alecrim, um cidadão nigeriano morreu por consumo excessivo de álcool.

 

  1. Sílvio Fonseca

    É uma pena ver São Vicente a sofrer com tantas barbaridades, crimes e intolerânçia das suas gentes. Os cabo-verdianos estão cada dia mais violentos, já ninguem quer dialogar, ninguém tenta resolver pacificamente os seus problemas, é tudo a base de facadas, tiro, socos e pauladas, enfim….

  2. Luis Geronimo

    penso que deveria fazer um referendo sobre a pena de morte Todos os cidadaos maiores de 18 anos seriam chamados a responsabilidade, e depois essa lei ia passar na Assembleia.
    Bem o NN já deu um pontapé de saída ao fazer um inquérito sobre ” pena de morte”.
    Agora só falta os políticos aprovar o referendo.

  3. Praia

    Depois dizem que a gente de Santiago e Praia é violenta. daés djes da prova. Simplesmente cusas di santiago ta parci más txeu pmd é o centro. fica a reflexão.

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