JPAI reflecte sobre os 24 anos de abertura política

17/02/2014 00:02 - Modificado em 16/02/2014 23:42
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tertulia paicvA réplica da Torre de Belém no Mindelo foi o espaço onde a JPAI de São Vicente organizou uma tertúlia, “testemunhos de uma geração”. Este evento realizou-se no âmbito dos 24 anos da abertura da política nacional. Durante as perguntas e as explanações da mesa constituída por Antero Coelho, Luís Fonseca e Olívio Pires, estiveram em debate os antecedentes históricos, a importância da abertura política e a sua importância no processo de democratização a nível nacional.

 

Em discussão esteve o 13 de Janeiro que foi visto não como um evento isolado mas como o culminar de um processo que iniciou em 19 de Fevereiro de 1990. Como Antero Veiga ironizou as “pessoas não se deitaram no dia 12 e disseram que no outro dia haveria uma abertura política”. Mas aponta o 19 de Fevereiro como uma data importante em que o partido que governava o país na altura, o PAICV, anunciou a intenção de mudar de regime que vigorava em Cabo Verde na altura, regime de partido único.

 

Segundo Luís Fonseca, assim como os outros membros da mesa, esta abertura para o novo regime veio de uma decisão interna do partido e não de pressões do exterior ou mesmo da população, como acontece noutras paragens.

 

Mas com o anúncio da abertura, era necessário criar mecanismos como um conjunto de leis para que tal fosse possível. E então foi necessária uma revisão constitucional para alterar alguns pontos e adicionar outros, como o regime que regeria os partidos políticos e as eleições. E, por isso, para Coelho o 13 de Janeiro “não caiu do céu”.

 

Mas também tentaram elucidar os presentes que Cabo Verde, estando no mundo, estava a acompanhar o processo natural de democratização que ocorria noutras paragens.

 

A mesa defendeu que era necessária a independência na época para que Cabo Verde se pudesse desenvolver de forma mais rápida. E Olívio Pires defendeu que depois da independência, era necessário um partido para que pudesse haver apenas um interlocutor para falar com a comunidade internacional e trabalhar em prol de Cabo Verde.

 

Como explicou a organização, este evento teve como objectivo apresentar visões de pessoas que viveram este processo e conhecer da melhor forma mais sobre o processo de desenvolvimento e de democratização do país.

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