CADM quer trabalho para doentes mentais

14/02/2014 00:00 - Modificado em 13/02/2014 23:48

CMSVO Centro de Apoio ao Doente Mental da CMSV, quer trabalhar com os pacientes junto das famílias, mas enquanto espera por esse dia, trabalha para que os pacientes se sintam úteis. Para Aguinaldo Monteiro, as instituições deveriam aproveitar os doentes mentais no trabalho. O centro precisa de mais apoios para que os pacientes tenham uma alimentação mais equilibrada.

 

O responsável Administrativo do CADM, Aguinaldo Monteiro, adianta que “a grande meta do centro, seria a de ver os pacientes junto das respectivas famílias”, mas isso envolve custos financeiros e recursos humanos. Quanto a isso, ele diz que já existe um projecto mas, faltam pessoas que acreditam e financiam, pois, para ele, não há melhor medicamento do que a visita de um familiar para os hóspedes que estão no centro.

 

Enquanto isso não acontece, o responsável Administrativo do CADM tenta fazer com que os pacientes se sintam úteis, “o nosso objectivo é aproveitá-los no centro, dar oportunidades para se sentirem úteis”, como qualquer ser humano. Mas segundo ele, deparam-se com outro problema: “temos instituições que não querem que o doente mental faça algum tipo de trabalho”. Aguinaldo afirma que o nível de comportamento de muitos pacientes é muito bom e como trabalhadores são óptimos, pelo que as instituições poderiam aproveitá-los e terem assim grandes trabalhadores, mas rejeitam-nos. Talvez por falta de informação, as pessoas julgam que o doente mental é violento.

 

O NN sabe que o perfil do centro é o de acolher pacientes de famílias carenciadas, por isso, se os pacientes não têm família, normalmente têm prioridade à entrada e os que têm são encaminhados para junto das próprias famílias.

 

Para Aguinaldo, a entrada do paciente é difícil, pois é um ambiente e um espaço novo daquele a que estavam habituados. Entram num conjunto de coisas diferentes, onde há regras: “no princípio para eles é muito difícil, as competências sociais já estão muito perdidas”, é um trabalho feito com muita calma, porque “nestas situações estão muito frágeis”.

 

Muitas vezes já têm dificuldades em tomar banho, vestir a roupa: “se tiver uma doença mental e não tiver nenhum apoio, nem a possibilidade de comunicar com as pessoas, é normal esquecer, falar ou vestir a roupa. No centro, os pacientes recuperaram as competências e “já estou a reparar que temos pacientes aqui, cuja adaptação foi muito difícil, mas hoje conseguem fazer muitas actividades”.

 

O centro trabalha em conjunto com o Hospital Baptista de Sousa no controlo dos pacientes e conta também com os estagiários que fazem o trabalho de despistagem, porque “temos alguma carência de recursos humanos”.

 

No centro, há falta de apoios para disponibilizar uma alimentação mais reforçada e equilibrada mas, segundo Aguinaldo, têm uma alimentação saudável, partindo do princípio que “todos nós podemos ter diabete”. A instituição vive de apoios da CMSV, instituições e amigos.

 

O CADM-CMSV abriu as portas a 15 de Fevereiro de 2009. Neste momento, conta com 45 pacientes, com uma dinâmica social forte. Destes 45, três estão desde a abertura porque as famílias ainda não estão preparadas para os receber. A maioria dos pacientes já tem competências higiénicas normais, comportamento na rua normal e falam bem. Os pacientes praticam capoeira, dança, desenho, desportos, entre várias outras actividades.

  1. só isso é que faltva

    Agora sim. Agora é que temos que trabalhar e defender das diversas formas de ataques dos doentes mentais. Pior de tudo é que nem conseguimos prever a forma como eles atacam.

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