Utentes desconhecem a existência

12/02/2014 00:00 - Modificado em 11/02/2014 23:51
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doenteO dia 11 de Fevereiro de 1992, foi a data instituída pelo Papa João Paulo II como dia mundial do doente. O dia que é uma festa de “verdadeira solidariedade” dedicada não só a todos os enfermos mas também às famílias atingidas pela actual crise económica.

 

O jornal NN saiu à rua neste dia para saber a opinião dos utentes em relação à carta dos direitos e deveres dos doentes publicada a 11 de Fevereiro de 2012, na Cidade da Praia.

 

De acordo com as respostas dos nossos entrevistados, entre eles, professores e estudantes universitários, podemos concluir que não sabem em que dia se celebra o dia do doente e também desconhecem a existência da carta dos direitos e deveres dos doentes.

 

Ludovina Lima, estudante, desconhece o dia que hoje se celebra, mas diz que “todo o doente tem o Direito de ser atendido com profissionalismo, o que acontece apenas quando é atendido nas clínicas particulares, porque nos centros de saúde públicos, o doente pode morrer à espera da sua vez para a consulta”.

 

Odair Amorim, acompanhante da mãe que se encontrava no banco de urgência diz ter muitas pessoas doentes na família incluindo diabéticos, por isso, é um dia que deve ser lembrado para que possamos estar mais conscientes de que precisamos fazer muito mais para melhorar as condições de saúde em Cabo Verde. Realça que desde manhã que está no banco de urgência com a mãe que é diabética à espera de ser atendida. Reconhece ainda que as unidades de saúde têm tentado dar resposta à demanda mas, ainda muito a passo de tartaruga.

 

Samuel Delgado, carpinteiro, desconhece a data e a existência da carta dos direitos e deveres dos doentes, mas diz que sempre foi bem atendido no hospital, mas tem ouvido muitas reclamações por parte de outros utentes.

 

Evandro Dias, professor, confessa desconhecer a data em que se celebra e também desconhece o documento e, se existe, tem tido pouca divulgação. O mesmo pensa que é importante comemorar o dia do doente, uma vez que é preciso ter um dia em que as pessoas possam reflectir sobre a própria saúde, serem mais prudentes, tomando algumas medidas e pensarem também nos que sofrem. Reconhece que as unidades de saúde em Cabo Verde têm tido uma certa evolução e têm feito algum esforço para melhorar mas que ainda há muito por fazer. Acredita que mesmo a nível de atendimento os funcionários não estão preparados e que têm ainda muito para dar para que haja uma melhor prestação de serviço a nível da saúde.

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