Denúncia de “avião com dinheiro angolano e droga”: Juiz adia ACP por ausência de testemunha

11/02/2014 07:57 - Modificado em 11/02/2014 07:57

aviao dinheiroO Tribunal da Comarca de São Vicente suspendeu a realização da Audiência Contraditória Preliminar requerida pelo deputado do MpD, António Jorge Delgado, indiciado de um crime de calúnia e difamação, através de uma queixa-crime do diplomata Silvino da Luz. O juiz que orienta o processo adiou a continuação da ACP, porque uma testemunha, com implicância fundamental no caso faltou por razões de saúde.

 

O NotíciasdoNorte apurou que as partes envolvidas no processo não chegaram a acordo para que o Tribunal fizesse a leitura das declarações que a testemunha, José Luiz Ramos prestou durante a instrução do processo. José Luiz, que viajava no avião, foi constituído testemunha por parte do queixoso Silvino da Luz, ex-ministro dos negócios estrangeiro e ex-embaixador de Cabo Verde em Angola.

 

Por motivos de doença, a testemunha não pôde estar presente na ACP, por isso, os advogados de Silvino da Luz por entenderem que o depoimento de José Luiz era essencial para o processo de julgamento fizeram um pedido de adiamento da ACP. Reunidas as condições para a suspensão da audiência, o juiz salientou que a Audiência Contraditória Preliminar prossegue no dia 7 de Março.

 

Interrogatório

 

Por outro lado, a primeira sessão da ACP que durou cerca de três horas teve a audição do arguido António Jorge Delgado e do queixoso Silvino da Luz. O Tribunal inquiriu ainda testemunhas de ambas as partes e o Inspector-chefe da Polícia Judiciária que recebeu a denúncia feita pelo deputado do MpD. Delgado pretende que o Juízo Crime faça diligências cuja consequência seja a não sujeição do processo a julgamento.

 

Factos

 

A Audiência Contraditória Preliminar foi requerida pelo deputado António Jorge Delgado, indiciado de um crime de calúnia e difamação através de uma queixa-crime do diplomata Silvino da Luz. O diplomata recorreu ao Ministério Público porque o deputado envolveu-o num esquema de tráfico de droga e de compra de votos na segunda-volta das eleições presidenciais realizadas no dia 21 de Agosto de 2011.

 

Segundo os dados do processo, no dia das eleições, por volta do meio-dia, António Jorge Delgado foi ao Departamento da Polícia Judiciária do Mindelo denunciar a chegada a São Vicente de um avião privado em que viajavam o ex-ministro dos negócios estrangeiro e ex-embaixador de Cabo Verde em Angola, Silvino da Luz e uma comitiva angolana chefiada pelo ex-ministro angolano das Obras Públicas, Higino Carneiro. E que o avião vinha carregado de droga e de dinheiro destinado à “compra de votos”.

 

Escândalo

 

Mas, devido às condições atmosféricas e de baixa visibilidade na ilha de São Vicente, por autorização dos serviços de aviação civil o avião foi desviado para ilha do Sal. Nesta a ilha o avião e os seus ocupantes foram revistados e ficou comprovado que não havia nem dinheiro, nem droga, mas sim uma comitiva da qual faziam parte Silvino da Luz e Higino Carneiro e que se deslocavam a países da costa ocidental africana numa missão empresarial.

 

Assim, as denúncias avançadas à PJ por António Jorge Delgado não se confirmaram. E o diplomata Silvino da Luz, devido à gravidade da acusação que envolveu figuras de um Estado amigo, recorreu ao Tribunal para que perante a Justiça, o deputado apresentasse provas do “avião angolano carregado de droga e de dinheiro para comprar votos”.

  1. antónio dos santos

    Porém é preciso tambem dizer que tanto a Policia Judiciária como o António Jorge nunca mencionaram nem o nome do Silvino da Luz ou quem fizesse parte do Avião: nem foi dito que havia droga nesse mesmo avião. Aqui há coisas que não batem certo. É preciso citar também essas partes por que consta que quem foi acariado foi a advogada do Silvino e a Policia judiciaria na sala com esta a confirmar que o António Jorge nunca mencionou o nome do Silvino e nem que trouxesse o que quer que fosse.

  2. Pedro Rogerio Delgad

    Não sei porquê é que o Ministério Público (MP), oficiosamente, não fez a investigação relativamente à denúncia por crime de segredo de justiça que António Jorge Delgado moveu ao Director Nacional da PJ, Carlos Reis, e à queixa-crime de calúnia contra Silvino da Luz, por apenso aos presentes autos, em virtude dos factos se relacionarem com o que responde António Jorge Delgado,hoje, dia 10/2/14 em Audiência Contraditória Preliminar (ACP) perante um juizo de crime do tribunal de S. Vicente, como manda o novo Código de Processo Penal (unidade de processos), mesmo que a advogada do arguido não o tenha solicitado? Com a apresentacao da Acusacao do MP para o tribunal, sera impossivel a conexao no tribunal, ao ocntrario do que se deveria suceder na Instruca. PRD-Advogado

  3. antonio dos santos

    O meu comentario foi retirado….acredito que não foi pelo gestor deste jornal.

  4. Metam o homem na choça para pôr fim a esta calúnia política dos anos 90. Ele é um arquitecto nessas acusações infundadas. E ainda com cara de Lénine fala de perseguição e outros quejandos. Parvo político

  5. Mindelense

    António Jorge Delgado eos seus Santos mentores devem pagar pelo crime que cometeram.O resto é conversa para boi dormir.Tem-se que acabar de uma vez por todas com essa prática em Cabo-Verde.Prática do vale tudo.E podem vir os advogados do Diabo com mil teorias que a verdade está à vista de todos:O Feijoada foi longe demais na praxis de no tempo de campanha difamar tudo e todos:Ah foi longe demais….

  6. Cidadão

    Mas oh Rogério Delgado o povo quer é que se faça justiça.O deputado do MPD de motu próprio ou a instancia do seu partido feriu gravemente a dignidade de um cidadão indo à policia Judiciária,dolosamente denunciar o mesmo com o escopo de criar um facto politico justificativo da derrota esperada não fosse(pasme-se) a ajuda dos eleitores tambarinas do Lima.Pare com malabarismos jurídicos,tentando justificar o injustificável.Então o homem sabia que vinha um avião,sabia donde vinha,sabia a que horas,

  7. Cidadão

    sabia a que horas vinha ,sabia a nacionalidade do mesmo,sabia dos adiamentos devido ao mau tempo,só não sabia quem eram os ocupantes.Bá dá pul na placa moç!

  8. Badiu

    Mas esse fulano não regula bem da tola.Então vem um avião carregado das coisas que ele mencionou para comprar votos a três horas do fecho das urnase vai precisamente para uma ilha com um número reduzido de eleitores.Eh pá ,oh anti badiu ,até nisso nos preteriste,kkkkkkkkkkkk.Quer dizer o avião chegava ás duas,tirar não tirar as bagagens ,contendo o que ele denunciou,rumando à cidade para a fila de eleitores vendáveis.O que isso rendia de votos.Para próxima oh Feijoada manda o plane para ´PRAIA.

  9. Rbera Bote

    Eu vi o deputado e sei quem o acompanhava nesse delírio.Que justiça seja feita para o bem e a tranquilidade de todos nós.Inacreditável.

  10. Emigrante

    Na tua de Coco el ca tá passa más.Mentiroso.

  11. antonio dos santos

    Óh cidadão, com o devido respeito a tua informação não está correcta: o António Jorge nunca mencionou o nome do Silvino da Luz; nunca disse que havia droga no avião e não sabia que nacionalidade do avião. Tudo isso ficou provado no tribunal com a policia judiciaria a confirmar tudo isso: e nesse assunto que podia infirmar só podia ser a polícia Judiciária com quem o António Jorge falou. Alguém enganou o Silvino. Quem? Foi dito lá no tribunal….

  12. Mandinga

    No dia das eleições algum espirito devia estar cangado no homem.Via-se que estava a tramar alguma coisa,mas pensei que era o do costume e não cabala tão grossa.Todo o povo diz :Isso não se faz.Quem apronta tamanho embuste é também capaz de matar.O povo já sentenciou.

  13. Verdade

    Antonio dos Santos, antes de falares confirma pq parece que padeces do mesmo pro blema que AJD. A acareacao foi feita mas nao com a advogada de Silvino e esta tera confirmado que foi relatado pela PJ que houve denuncia de droga e dinheiro coisa que AJD e nao houve desmentido em relacao a denuncia contra Silvino da Luz coisa que AJD nega veemente e tudo o que disse antes. Ficou clarissimo que querem retirar tudo o que foi dito e nao assumirem as consequencias da denuncia falsa. Mas as coisas podres fedem mesmo com a distancia e isso do AJD sempre fedeu. Por isso, para o publico tudo esta claro

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