Pais e encarregados de Educação insatisfeitos com a qualidade das refeições.

7/02/2014 00:05 - Modificado em 6/02/2014 23:06

refeições quentesOs pais e os encarregados de educação da Escola Semião Agostinho Lopes, pólo número seis na zona da Bela Vista, recebem diariamente reclamações dos seus educandos sobre as refeições que lhes são servidas na escola.

 

Em entrevista a este jornal, uma mãe, Janilda dos Santos, diz que, todos os dias, a filha chega em casa a reclamar da refeição. Já sabe da qualidade da refeição, por isso, sempre que pode, a filha leva um pequeno lanche para reforçar as refeições. Realça ainda que contribui mensalmente com uma quantia de cem escudos para a cantina escolar, o que considera insuficiente, mas que todos os pais deveriam fazer o esforço para colaborarem para que os filhos possam ter uma refeição quente mais adequada.

 

Cátia Barbosa encarregada de educação, partilha da mesma opinião e diz que o filho nunca chega a casa satisfeito e, muitas vezes, os professores obrigam os alunos a comerem a refeição, ameaçando que, caso contrário, não irão para o intervalo. Como mãe, está preocupada porque, de acordo com a conversa que tem tido com os professores, estes afirmam que a refeição é boa mas, os alunos afirmam precisamente o contrário e muitos outros pais já reclamam esta situação.

 

Marilia Morais diz contribuir para a cantina escolar mesmo sabendo que o educando não gosta da refeição, mas é uma obrigação de todos os pais contribuir porque as cantinas escolares já não beneficiam das ajudas que tinham outrora. Adianta ainda que existem muitas crianças que realmente necessitam dessa refeição porque vão à escola sem o pequeno-almoço porque os pais têm dificuldades.

 

Em defesa dos factos, António da Luz, director da escola, adianta ao NN que a escola tem cerca de 460 alunos e que tem uma despesa diária de mil e duzentos escudos. A cantina segue uma ementa escolar a nível nacional, proposta por nutricionistas. Os pais deveriam contribuir mensalmente com cem escudos, o que considera insuficiente para suportar as despesas, mas reconhece a situação financeira dos mesmos. Afirma ainda que muitos pais não têm contribuído com o valor mensal para a cantina escolar o que torna ainda mais difícil a situação das cantinas. Confessa que o pólo tem tido uma gestão considerável das cantinas em relação a outros pólos e poderia ser ainda melhor. Diz ter feito todas as diligências para manter o necessário e o básico, por isso, não vê motivos de insatisfação, também porque não chegou à escola nenhuma reclamação por parte dos pais.

 

  1. Carlos Ferreira

    Creio haver aqui um erro. Se li bem as despesas diárias da organisacao importam em mil e duzentos escudos e o número de alunos 460. Logo cada refeição custa aproximadamente dois escudos e cinquenta centavos o que é totalmente impossível.

  2. Ze Jorge

    Ainda bem que existem pais que acompanham o dia-a-dia dos seus educandos a ponto de divulgarem a insatisfação perante determinados factos que acontecem na escola.
    Todos os concelhos contam com um responsável pelas cantinas escolares que, na maioria das vezes, se limitam a distribuir os géneros e preencher os relatórios que são enviados para os serviços a FICASE. Não basta distribuir os géneros para as escolas, elaborar relatórios, há que acompanhar o funcionamento das cantinas.

  3. GESTOR

    Como gestor, penso que o serviço da Ficase tem cumprido e bem com as suas funçoes.
    Cabe cada escola fazer o bom uso dos seus recursos,e procurar outros apoios.
    Muitas vezes a qualidade da refeiçao nao depende somente dos generos distribuidos pela Ficase.

  4. Professor

    Muitos pais nao pagam nem 30$00 de prova quanto mais 100$ de cantina. Agora eu concordo com o comentário de Gestor. Agora sr Jornalista se queres ouvir historias diabólicas sobre cantina vá a escola de Rª de Craquinha e Chã de Marinha, ahhhhh la é que história.

  5. andorinha

    meus senhores não acham estranho essas mães procurarem um meio de comunicação sem contactar a direção da escola primeiro
    são apenas marionetes nas mãos de quem quer a comida das crianças
    100 paus por mês,a maioria certamente não paga,vão lá experimentar …
    não tem o sabor de pipocas nem de frisquinha…

  6. Carlos Silva - Ralão

    Sou professor da ESJB, onde através do projeto “Escola Amiga” muitos alunos beneficiam de uma refeição quente/dia. Quando é servido sopa, muitos alunos não vão lá comer porque preferem os dias que há arroz com galinha, feijoada, massa, etc… Alguns pais reclamam da quota de 100 esc/mês. que lhes é solicitado, mas o interessante é que alguns até telemóvel têm. Uma coisa vos garanto, por experiência própria, a cozinheira é de mão cheia, mesmo com recursos limitados a comida é sempre boa.

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