Empregadores não conseguem pagar aprendizes

6/02/2014 00:03 - Modificado em 5/02/2014 23:34

carteira vaziaO decreto-lei publicado no dia 29 de Janeiro no Boletim Oficial (Decreto-Lei nº 6/2014), diz que Estagiários e aprendizes ganham menos 20% do salário mínimo nacional. Os Empregadores dizem não ter dinheiro para pagar e os empregados querem começar a receber esse dinheiro.

 

Paulo Lopes é carpinteiro e acredita que essa medida não é muito boa pois pode dificultar os aprendizes, “nem sempre temos dinheiro para pagá-los, pago conforme ganho”. Para ele, com o salário fixo, não vai conseguir ajudar os jovens com todas as despesas que uma carpintaria exige. Outro carpinteiro, Vadú Pereira, confirma que não dá para ter aprendizes, mesmo que ache que esse salário é justo, “às vezes trabalham muito e merecem receber um salário”.

O mecânico João Fortes também diz que não vai conseguir ter aprendizes, fica somente com os funcionários fixos. Para ele, a situação deveria continuar como antes, porque muitos jovens vão ficar sem nenhum dinheiro, pelo menos para as despesas básicas.

Quanto aos aprendizes de carpintaria Djoi e Dany essa lei é muito boa, mas os patrões vão querer demiti-los porque “pagam conforme os trabalhos que fazemos no dia-a-dia”. Para eles, se pagassem os 8800 escudos por mês ficariam muito satisfeitos e, assim, trabalhariam com mais satisfação.

Virtulino Castro, secretário do Sindicato da Indústria, Comércio e Serviços (SICS), acredita que essa lei é justa porque muitos empregadores colocam os estagiários e aprendizes, por muito tempo e pagam o que querem.

  1. Carlos Ferreira

    Segundo Virtulino Castro foi feito um estudo sobre a implementação do salário mínimo. Tudo isto é paleio. Em Cabo Verde tudo é copiado lá fora, todas essas leis, como o Código Penal, Financeiro, etc,etc. O pior é que os autores nao são pagos para copiar nem traduzir mas sim como verdadeiros autores desses trabalhos. São plagiadores e nao criadores.
    Devo dizer que nao sou contra copiar, alias deve-se copiar o que é bom e países civilizados fazem o mesmo, apenas aquilo que se copia deve ser adaptado à realidade das sociedades onde será aplicado.
    A discrepância entre os salários em Cabo Verde é enorme. Nao sou daqueles que gostam de evocar o nome de Amilcar Cabral, a torto e a direito, muito em moda nos últimos tempos, mas decerto que se ele visse a folha de salário e a relação dos bens dos seus colegas de luta e seus colaboradores ele vomitaria no seu túmulo.
    Qualquer indivíduo minimamente informado, mesmo os nossos economistas formados na União Soviética e satélites, sabe que a implementação do salário mínimo traz consigo na fase inicial uma onda de desemprego que é contornada com medidas que os respectivos governos tomam.
    Para o caso de Cabo Verde tal é impossível para nao dizer impensável e quanto mais no momento em que a crise comecou e que veio para ficar, pelo menos por algum tempo. Para isso era necessário uma política de nivelamento salarial que nao se adapta à mentalidade dos nossos governantes comunistas de antanho (mas hoje mais capitalistas selvagens que os capitalistas tradicionais), gananciosos, associais, egoístas, portanto totalmente impensável em Cabo Verde.
    Com esse “pseudo estudo” que Virtulino Castro evoca os nossos sindicalistas estao garantidos dum salário longe do salário mínimo e as massas trabalhadoras garantidas dum desemprego a curto ou a longo prazo.
    Sejamos mais honestos com a causa publica e menos demagogos.

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