Procuradora “aperta” Catana mas ele só assume a morte de José e Alice

3/02/2014 07:06 - Modificado em 3/02/2014 07:06

ze catanaO Ministério Público requereu a presença de Zezinho Catana na Procuradoria da República de São Vicente para esclarecer os factos relacionados com os homicídios que o mesmo disse ter cometido nessa ilha. Zezinho Catana foi interrogado pela titular do processo de investigação em São Vicente, a Procuradora Raquel Fernandes, cuja intenção era a de esclarecer dúvida acerca dos crimes e sobre o paradeiro dos restos mortais das vítimas e assim recolher elementos para deduzir a acusação .

 

Na manhã de sexta-feira, 31, Zezinho Catana foi conduzido ao edifício do Palácio de Justiça para se encontrar com a Procuradora Raquel Fernandes, magistrada que orienta o processo de investigação dos casos de homicídio em São Vicente, cuja autoria foi assumida pelo mesmo aquando do assassinato do cidadão José dos Anjos na localidade de Terra Branca, Santiago.

 

Inquirição

 

A Procuradora Raquel Fernandes, com base nas investigações e no relatório dos interrogatórios que Catana prestou à Polícia Judiciária, entendeu que o indivíduo teria de prestar depoimento ao Ministério Público. A titular do processo de averiguação entendeu que havia questões no processo que precisavam de ser esclarecidas por Catana para que o MP reunisse os próprios argumentos para deduzir a acusação e levar o homem a julgamento.

 

O MP quis esclarecer a veracidade do depoimento de Zezinho Catana que, raras vezes quis cooperar e recusou-se de falar sobre o dossiê que o trouxe a São Vicente. O jogo de denegação do suspeito travou o avanço da investigação no Mindelo. E sabe-se que o MP suspeita que apesar de Catana seguir um comportamento baseado em “jogos psicológicos” nos interrogatórios, o homem foi instruído para confessar o assassinato de José dos Anjos e negar a prática dos crimes que disse ter cometido em São Vicente, para ser ilibado.

 

Investigação

 

O processo de investigação dos crimes em São Vicente está em segredo de justiça e a decisão final está sob a alçada da Procuradora Raquel Fernandes. A magistrada, com base nos factos que apurou, terá de decidir se existem factos plausíveis para acusar Zezinho Catana que, nos próximos dias segue para a cidade da Praia para responder do assassinato do colega de quarto, José.

 

O Departamento da PJ do Mindelo, com a coordenação do Ministério Público, esteve a realizar diligências para apurar a veracidade da confissão de Zezinho Catana. Tido como serial killer de Cabo Verde, confessou à PJ da Praia que tinha morto duas mulheres na ilha de São Vicente, Alice dos Reis e Maria Chandim. Depois, chegou a dar pistas às autoridades que também estava envolvido no desaparecimento do cidadão Amâncio Maniche.

 

Jogo

 

Zezinho Catana foi trazido para a ilha de São Vicente para esclarecer os factos, mas entrou num jogo de denegação e baralhou as investigações das autoridades criminais. A PJ não conseguiu saber onde Zezinho enterrou os restos mortais das pessoas que disse ter assassinado, apenas ouviu Catana dizer ao filho de Alice que foi o autor da morte da cidadã.

  1. Eduardo Oliveira

    Já não restam dúvidas sobre o carácter deste assassino assumido. Se ele continua a não querer cooperar, o melhor é fechar o inquérito na base do que se sabe, tanto mais que a nossa lei não prevê a pena capital (por um morto) nem a multiplicação dos anos de cadeia por cada assassinato. Catana deve ser condenado à pena máxima de forma a nunca mais sair do degredo.já que não se pode cambiá-lo para o inferno.

  2. MG

    Se na verdade alguém instruiu o assassino para negar os assassinatos previamente cometidos, a fim de ser ilibado, o instrutor é , neste caso, pior que o assassino. Mais não digo.

  3. Na verdade, perante a lei todo cidao tem direito a defesa, porem, neste caso o advogado nao esta a colaborar com ajustica como de resto esta a sua funcao.
    O Zezinho deve ser punido pelo erro que cometeu. Deve ser aplicado pena maxima, mas comprindo-a toda em efetividade.

  4. Joana Morais

    Vários crimes foram cometidos por este animal em Santo Antão, ele é frio com um glaciar, é preciso torturá-lo para poder confessar.

  5. José Lopes

    Pena de tortura para este animal.

  6. Oliveira Borges

    Catana devia ser queimado vivo.

  7. Arlindo Neves

    olá caboverdianos, para mim este homem é um assassino profissional, então a justiça tem que fazer o seu trabalho com profissionalismo também de acordo com lei, tudo bem, mas para mim, este assassino merece é mofar na cadeia e nunca mais sair de lá.

  8. José Manuel de Jesus

    Querendo ser Grandes alguns dos nossos advogados não baseiam na verdade ou no que é justo. Conheço que, por camaradagem ou “pena” mijaram no diereito de três cidadãos em detrimento de uma pessoa conhecida por velhaca.
    Isto vem sucedendo com frequencia na nossa terra e contribui para o descrédito dos advogados em geral.
    O que é mais revoltante ainda é que a Ordem dos Advogados não os chama à Ordem para que prevaleça a ordem. Assim, alinhamos com as Repùblicas das bananas.

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