“Ucrânia à beira da guerra civil”

31/01/2014 09:49 - Modificado em 31/01/2014 09:49
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ucraniaNo final de uma longa sessão extraordinária do parlamento, deputados aprovaram amnistia a presos políticos condicionada ao fim das barricadas.

 

O primeiro presidente da Ucrânia pós-independência alertou ontem que “o país está à beira da guerra civil”. Leonid Kravchuk (presidente entre 1991 e 1994) pediu “grande responsabilidade” ao Parlamento ucraniano durante o debate de uma proposta de amnistia para os manifestantes detidos nos tumultos. O apelo teve eco: no final de uma sessão extraordinária, os deputados aprovaram o ‘perdão’, mas condicionado.

 

Após horas de intenso debate, o parlamento ucraniano cedeu e aprovou a amnistia aos detidos, com a ressalva de que a mesma só se aplicará quando os manifestantes levantarem o cerco aos edifícios governamentais.

No início da sessão, Kravchuk tomara a palavra para alertar para o perigo de uma guerra civil e defender a amnistia. “Temos de dar aos acontecimentos o seu nome verdadeiro. O que está em curso é uma revolução, são acontecimentos dramáticos e precisamos de delinear um plano para resolver o conflito”, afirmou. A importância da sessão extraordinária do Parlamento foi sublinhada pela presença de outros dois ex-presidentes: Leonid Kuchma, sucessor de Kravchuk, e Viktor Yushchenko, rosto da Revolução Laranja, de 2005.

 

O atual líder, Viktor Yanukovich, que recebeu a chefe da diplomacia da UE, Catherine Ashton, reiterou empenho numa solução pacífica. Mas a Rússia condiciona: o presidente Vladimir Putin defende o pagamento atempado dos 15 mil milhões de ajuda à Ucrânia, mas o seu governo está hesitante.

 

 

cm.pt

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