PJ vai pedir ao MP que acuse Catana das mortes de Alice, Xandin e Amâncio

30/01/2014 00:06 - Modificado em 29/01/2014 22:57

prisao3A Policia Judiciaria vai pedir ao Ministério Público que indicie Zezinho Catana do assassinato de Alice dos Reis, Maria Xandin e Amâncio Maniche ocorridos em Sao Vicente entre 2009 e 2010. A PJ está convencida que a sua investigação produziu as provas suficientes para sustentar a acusação do triplo homicídio.

 

Sabe se que tem a confissão do sujeito e que não conseguiu que este indicasse o lugar onde supostamente terá enterrado os corpos. E aqui começam os problemas : só existe um corpo dos três assassinatos que são atribuídos a Catana . O corpo de Maria Xandin , mas isso é mais um problema que uma solução , visto que a certidão de óbito atesta que a mulher morreu de “um enfarte agudo do miocárdioe de etilismo crónico”. Para se voltar a tese do homicídio o cadáver teria de ser exumado para se confirmar a confissão de Catana e haver uma nova certidão de óbito . Quanto aos dois ” corpos desaparecidos ” ê pouco provável que sejam encontrados , pois o próprio Catana ja não sabe onde os enterrou. Isto porque a forma que enterrou os restos mortais de José dos Anjos , mostrou um técnica de enterrar usada em Santo Antão , ” onde se cava muito fundo , para além dos sete palmos, e vai-se batendo a terra por camadas de modo que o corpo não venha a superfície devido ao efeito dos deslizamentos de terra provocados pelas chuvas”

O certo é que a PJ no Mindelo já dispensou Zezinho Catana que nos próximos dias vai deixar a ilha de São Vicente para rumar à cidade da Praia, onde vai responder em Tribunal pelo assassinato do cidadão José dos Anjos na localidade de Terra Branca. A presença de Zezinho na cidade do Mindelo foi requerida pelo Ministério Público para que a PJ realizasse diligências para apurar a veracidade da sua confissão na Praia, onde assumiu a autoria de três crimes de homicídio na ilha de São Vicente.

 

No mês de Junho, aquando do assassinato do cidadão José dos Anjos em Terra Branca, Santiago, Zezinho Catana confessou à Polícia Judiciária que tinha morto duas mulheres na ilha de São Vicente, Alice dos Reis e Maria Chandim. Depois, o mesmo chegou a dar pistas às autoridades de que estava envolvido no desaparecimento do cidadão Amâncio Maniche.

 

Catana, tido como o serial killer de Cabo Verde, chegou à ilha de São Vicente na madrugada do dia 14 de Dezembro e começou a ser interrogado pela Polícia Judiciária sobre os homicídios que disse ter cometido nessa ilha.

 

Provas

 

Por si só, a confissão do arguido não é suficiente para lhe atribuir a autoria desses três crimes. Por isso, a descoberta dos restos mortais de duas das vítimas poderia permitir às autoridades determinar se Zezinho Catana foi de facto o autor da morte de Alice e Amâncio. Para a conclusão da investigação criminal, a presença de Zezinho em São Vicente era tida como uma luz acesa ao fundo do túnel para resolver a incógnita acerca do paradeiro dos corpos.

 

Mas a verdade é que Catana entrou num jogo de denegação e baralhou as investigações da PJ. O processo corre o risco de ficar parado, caso o Ministério Público entender que as averiguações da Polícia Científica se demonstraram insuficientes para deduzir uma acusação e levar o criminoso a julgamento pela prática dos homicídios que disse ter cometido em São Vicente.

 

Denegação

 

Isto, porque durante os interrogatórios no Departamento da PJ do Mindelo, a postura de Catana nos interrogatórios foi de “não matei ninguém, não sei de restos mortais”. Uma situação que levou a PJ a suspeitar que o mesmo foi instruído para negar a prática dos crimes que disse ter cometido, para ser ilibado.

 

Soube o NN que “foi um jogo psicológico árduo, visto que, na cidade da Praia, ele apresentou-se orgulhoso e vaidoso do que fez e nessa fase fez confissões. Mas noutros ambientes psicológicos retrai-se, como aconteceu agora que está em São Vicente para esclarecer os factos de que assume a autoria. Não falou dos crimes e pior que isso, não deu pistas onde possam estar os restos mortais”.

 

  1. Carlos Ferreira

    O mais interessante , para não dizer triste e lamentável nesta peça de teatro,tragicocomica é que um simples cidadão talvez analfabeto “dócil,inofensivo, um coitado” sozinho consegue desmascarar a fragilidade do sistema de saúde e judicial em Cabo Verde, consegue pôr nu todo um sistema bem montado baseado em falsidades, falcatruas, mentiras,etc, etc,.O que “doutores” temos até demais nesta terra e semelhantes até agora não conseguiram, um ” docil, inofensivo,um coitado” consegui.

  2. Jair

    Senhor Carlos, o senhor não sabe o que fala. Primeiro tens de compreender como as coisas funcionam, antes de mandar a boca. Queres que a Polícia mate ele para falar???????

  3. CidadaoCV

    Nesta “estória” de Maria de Xandim, salvo o devido respeito á malograda e á família, veio a cabeça uma expressão criola; – “dotor dzê ta morto, tá morto”!!!. Pois é se os “doutores” já disseram que a sra morreu de “um enfarte agudo do miocárdioe de etilismo crónico”, então … é disto!!! Só não sei se se chama a isto INCOMPETÊNCIA ou DESLEIXO.

  4. CidadaoCV

    …. e por falar nisto já vi muitas certidões de óbito com esta expressão; “enfarte agudo do miocárdio”. Será que existe uma certidão modelo? É só copy/paste ou então Save as … ? Pois é … a informática facilita muita coisa!

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