Homicídio negligente: Homem morre após sofrer golpe no pescoço e ficar tetraplégico

29/01/2014 00:43 - Modificado em 29/01/2014 00:43

hospital_batista_de_sousaOs indícios apontam que Hermenegildo cometeu um crime de homicídio negligente, isto é, não agiu com dolo, pelo que nunca agiu com intenção de provocar a morte do colega.

 

Na tarde de segunda-feira, 27, um indivíduo de nome Amílcar Gomes de 39 anos faleceu no Hospital Baptista de Sousa, vítima de uma paragem cardíaca, depois de ter sofrido uma lesão na coluna cervical e vertebral. A vítima sofreu um golpe na região do pescoço e ficou sem movimento nos braços e nas pernas, e não resistiu à lesão que o deixou tetraplégico.

 

Segundo o que apurámos, a morte da vítima foi devida a uma briga com o alegado autor da agressão, Hermenegildo Soares, de 34 anos. O caso ocorreu na tarde do dia 22 de Janeiro na localidade de Lazareto, quando os intervenientes estavam convivendo e a consumir bebidas alcoólicas num bar.

 

Factos

 

De acordo com testemunhas oculares Amílcar e Hermenegildo, conhecido por Gil, “eram amigos e no dia de São Vicente estiveram a beber num bar no Lazareto. Durante o convívio trocaram palavras e depois, em jeito de brincadeira, Amílcar empurrou o colega e este respondeu na defesa com um golpe. O Gil agarrou-lhe os braços e ao golpeá-lo por detrás provocou-lhe uma lesão no pescoço”.

 

Amílcar Gomes foi socorrido pelos Bombeiros sem que os colegas que o acompanhavam dessem conta da gravidade da lesão. No Hospital Baptista de Sousa, o homem foi submetido a exames médicos que detectaram uma luxação na coluna cervical, nas vértebras C3 e C4. Com essa lesão que lhe afectou a coluna vertebral, Amílcar ficou tetraplégico e volvidos cinco dias veio a falecer nos Serviços de Traumatologia.

 

Justiça

 

Na sequência da morte de Amílcar Gomes, o autor do golpe, Hermenegildo, foi entregue ao Ministério Público para esclarecer os factos relacionados com o caso. A Procuradoria de São Vicente interrogou o indivíduo indiciado do crime de homicídio negligente e mandou-o para casa, com Termo de Identidade e Residência, uma medida de coacção que se aplica em primeira instância a um crime dessa natureza.

 

O NN apurou que os indícios recolhidos pelo MP apontaram que “na sequência de uma convivência entre os dois indivíduos, houve algumas situações e os factos terminaram de forma trágica. Os indícios apontam que Hermenegildo cometeu um crime de homicídio negligente, isto é, não agiu com dolo, pelo que nunca agiu com intenção de provocar a morte do colega”.

  1. Baldoque

    O Jornalista tem de saber informar.
    Eu não sei nada dos factos por isso não me vou pronunciar, se aconteceram desta ou daquela forma.
    No entanto ele diz Briga, para depois, no decorrer da informação verificar que se tratava de uma brincadeira.
    Em que é que ficamos. Briga ou brincadeira?

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