A máquina eleitoral de Obama já está a trabalhar para Hillary 2016

27/01/2014 13:51 - Modificado em 27/01/2014 13:51
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hillary clintonO maior grupo privado de recolha de fundos ligado ao Partido Democrata, repleto de nomes próximo de Bill Clinton e Barack Obama, anunciou que vai apostar todas as fichas na eleição da antiga secretária de Estado, numa decisão que está a ser interpretada como uma espécie de carimbo no fim do tabu.

 

Os sinais de que o Partido Democrata está a cerrar fileiras em volta de Hillary Clinton são cada vez mais evidentes: depois do anúncio do grupo Priorities USA Action, no final da semana passada, os principais representantes dos democratas no estado do Iowa reuniram-se no fim-de-semana com outro grupo de recolha de fundos, o Ready for Hillary. Entre eles estavam os responsáveis pelas campanhas de Clinton e de Obama na corrida de ambos à nomeação para as Presidenciais de 2008.

 

“Os números mostram com clareza que ela é a candidata presidencial mais forte no lado democrata. E o Priorities USA Action vai apoiá-la, se ela decidir candidatar-se”, disse ao The New York Times Jim Messina, líder da campanha de Barack Obama em 2012.

 

Jim Messina é agora o nome mais próximo de Obama no topo da hierarquia do Priorities USA Action, mas outras personalidades que se destacaram na campanha do Partido Democrata contra o republicano Mitt Romney, em 2012, estão a juntar-se ao exército político que se prepara para lutar pela eleição da primeira mulher na Presidência dos EUA – outros dois destacados apoiantes de Obama há dois anos, Jeremy Bird e Mitch Stewart, colaboram com o grupo Ready for Hillary, que se dedica a angariar doações menos generosas do que o gigante Priorities USA Action.

 

Hillary Clinton ainda não desfez o mistério, e não se espera que o faça tão cedo, a mais de dois anos das eleições. Mas o seu porta-voz, Nick Merril, não escondeu a satisfação pelo apoio público do grupo que deu uma importante contribuição para a reeleição de Barack Obama: “Apesar de ser uma entidade independente, que tomou essa decisão por vontade própria, o entusiasmo deles é lisonjeador. Mas só ela pode tomar essa importante decisão e, como ela tem dito, não deverá fazê-lo num futuro próximo.”

 

Os grupos privados de recolha de fundos (conhecidos como super PAC, de Political Action Committee) podem angariar apoios financeiros para impulsionar candidaturas, mas estão proibidos de se coordenarem com as campanhas oficiais dos candidatos. Tal como o super PAC financiado pelos irmãos Charles e David Koch, à direita, o grupo Priorities USA Action gasta a maior parte do dinheiro dos seus doadores em campanhas contra os candidatos adversários, através de anúncios televisivos.

 

Na campanha de 2012, o grupo, então recém-criado, angariou 67 milhões de dólares, mas as estimativas para uma eventual candidatura de Hillary Clinton chegam às várias centenas de milhões. Apesar da soma relativamente pequena recolhida há dois anos, o Priorities USA Action destacou-se pela realização de vídeos com ataques a Mitt Romney, com depoimentos de trabalhadores despedidos da Bain Capital, que o então candidato do Partido Republicano fundou e liderou até 2002.

 

 

publico.pt

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