Revelados detalhes das torturas a que foi sujeita Dilma Rousseff

17/06/2012 22:40 - Modificado em 17/06/2012 22:41

A Presidente do Brasil, Dilma Rousseff, foi torturada em longas sessões de espancamentos e choques eléctricos durante os três anos que passou detida às mãos da ditadura brasileira. Rousseff foi sovada, perdeu um dente e sofreu torturas psicológicas como uma simulação de fuzilamento, revela hoje o jornal brasileiro “Estado de Minas”.

 

Já se sabia anteriormente que Dilma tinha sido torturada em São Paulo e no Rio de Janeiro, mas desconhecia-se que foi igualmente torturada no estado de Minas Gerais, onde “foi colocada no pau de arara [uma espécie de poleiro ao redor do qual os prisioneiros eram manietados], apanhou de palmatória e levou choques e socos que causaram problemas graves na sua arcada dentária”, indica o jornal “Estado de Minas”, que obteve em exclusivo documentos que comprovam estas torturas.

Na altura Dilma tinha 22 anos e fazia parte do sector estudantil do Comando de Libertação Nacional (Colina).

O “Estado de Minas” reproduz uma entrevista de Rousseff ao Conselho de Direitos Humanos de Minas Gerais, concedida em 2001, na qual narra as torturas que sofreu entre 1970 e 1973, quando foi detida e condenada por um tribunal militar como militante de um grupo de esquerda que lutava contra o regime militar (1964-1985).

Nas suas declarações, Dilma disse que às vezes não sabia sequer se os interrogatórios e as sessões de tortura aconteciam de dia ou de noite. “No início, não tinha rotina. Não se distinguia se era dia ou noite. Geralmente, o básico era o choque (…) Se o interrogatório é de longa duração, com interrogador experiente, ele te bota no pau de arara alguns momentos e depois leva para o choque, uma dor que não deixa rastro, só te mina. Muitas vezes usava palmatória; usaram em mim muita palmatória. Em São Paulo, usaram pouco este ‘método’”.

“Estive presa três anos. O stress é feroz, inimaginável. Descobri, pela primeira vez, que estava sozinha. Encarei a morte e a solidão. Lembro-me do medo quando a minha pele tremeu. Tem um lado que marca a gente pelo resto da vida”, afirmou Rousseff.

De acordo com o “Estado de Minas”, até ao momento a Presidente do Brasil sempre se recusou a falar sobre a tortura a que foi sujeita, fosse “por discrição ou por precaução”.

Só em 2003 Dilma contou alguns detalhes sobre as torturas a que foi sujeita no Rio e em São Paulo, que apenas vieram a público em 2005. Nessa altura Dilma era ministra e acabava de ser nomeada para ocupar a Casa Civil.

O relato pessoal de Dilma, que agora se torna público, é anterior a isso. Data de 25 de Outubro de 2001, quando ela ainda era secretária das Minas e Energia no Rio Grande do Sul

  1. INÉLIDA

    Muitas pessoas passam pela porta da morte, isto é, enfrentam situações complicadas, veem a sua dignidade humana afrontada, mas não morrem, não só porque amam a vida como também porque desejam assistir o fim de todo o espetáculo ou jogo/ brincadeiras, brigas ou guerras que nem sequer conhecem o motivo. Assim sendo resistim aos maus tratos físico, moral, espiritual, psicológico derivados de violèncias social, espiritual, moral, psicológico, físico de que lhes deparam.

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