Juiz de Execução de Penas continua sem responder ao pedido da reclusa Lígia para voltar a estudar Direito

15/01/2014 00:15 - Modificado em 14/01/2014 23:27

estudar direitoDiz o ditado que a esperança é a última a morrer e a reclusa Lígia Furtado tinha a esperança de regressar este ano lectivo à Universidade Lusófona de Cabo Verde. Lígia aguarda por uma decisão judicial para saber se regressa à licenciatura de Direito, mas a verdade é que se houver validação do seu requerimento, a reclusa só poderá voltar aos estudos no ano lectivo 2014/15. O mesmo já tinha acontecido no ultimo ano lectivo .

 

Com o ano lectivo 2013/14 a decorrer, Lígia Furtado perdeu a oportunidade de regressar aos estudos na universidade onde é tida como um dos melhores alunos no curso de Direito, porque a Universidade Lusófona encerra as aulas daqui a seis meses. A situação deve-se ao facto do Juiz de Execução de Penas da Comarca do Sal continuar sem validar o seu pedido de autorização.

 

Este online sabe que a reclusa tem a intenção de enviar um novo requerimento a pedir autorização para regressar aos estudos no próximo ano lectivo, porque seria impossível concluir o ano, pois os estudantes da ULCV vão terminar no próximo mês o primeiro semestre para depois arrancarem com a fase final dos cursos.

 

Estudos

 

Recorde-se que Lígia concluiu com sucesso o primeiro ano de formação sob regime de exames, mas em Fevereiro de 2012, quando estudava o 2º ano, a sua licenciatura foi anulada pelo Ministério da Justiça devido a uma denúncia que a acusava do crime de corrupção activa num caso que envolveu a direcção da Cadeia de São Vicente.

 

Anseio

 

Mas o Tribunal de São Vicente veio a absolver a Lígia Furtado e os restantes intervenientes do processo porque as suspeitas desse crime foram consideradas falsas pelo próprio Tribunal. A defesa da reclusa espera que “não lhe seja negado o direito ao ensino vinculado na Constituição da República, uma vez que ela tem direito à reinserção social”.

 

De realçar que Lígia Furtado mantém o desejo de regressar aos estudos na universidade, onde é tida como um dos melhores alunos no curso de Direito. E foi nesta circunstância que apresentou um requerimento a pedir autorização para voltar à licenciatura em Direito… resta agora esperar pelo despacho final do Juiz de Execução de Penas da Comarca do Sal.

  1. bernardete furtado

    Os homens da Lei tratai os vosso irmãos com temor e tremor voçês são amado de Deus e escolhido por Ele não só com palavras mas com poder é para vosso e nosso bem apesar de tanta tribulação assim vos tornam modelo para todos os vossos irmãos porque Deus achou vos dignos de vos confiar que sobre isto nada precisamos de dizer.

  2. Grishnack

    bernardete furtado que merda é esta que
    escreveste?

  3. CABOVERDIANO

    E como é possível os presos terem os mesmos e até mais direitos que os que não praticaram nenhum crime?
    Lembro-me de quando vou trabalhar no interior de Santiago e ver crianças a percorrerem longas distâncias à pé. Às vezes conseguem boleia outras vezes nada. Consigo ver a alegria que sentem quando conseguem boleia. Sabem que conseguiram mais algum tempo para descansar antes das aulas. É com a mesma nostalgia que fico quando damos boleia à estas crianças que escrevi esta parte do comentário.

  4. CABOVERDIANO

    É com a mesma tristeza que me apercebo que estas crianças estão mais presas que a Sr.ª Lígia. Estas crianças não tem transporte e uma presidiária tem. Como diria o outro PARADOXAL. E com que dinheiro ela vai estudar? Não será com o dinheiro do narcotráfico? Se perderam todos os bens aquando da sentença, como custeará as despesas do curso? Quem pagará as deslocações desta sr-ª? Já sei as deslocações serão pagas com o suor dos nossos impostos em vez de proporcionar um futuro melhor a estas criança.

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