Pescadores passam por tempos difíceis

15/01/2014 00:00 - Modificado em 14/01/2014 23:08

pescadores da Ponta do SolNa Ponta do Sol, ilha de Santo Antão, o desemprego tem rosto. Um rosto de sofrimento. E, muitas vezes, de desespero. Na Ponta do Sol, o sustento de várias famílias depende do mar. As autoridades marítimas continuam a colocar obstáculos no caminho dos pescadores, dificultando-lhes a vida. E como consequência, as famílias passam por dificuldades quando os pescadores enfrentam problemas para saírem ao mar.

 

Os pescadores da cidade da Ponta do Sol, concelho da Ribeira Grande, ilha de Santo Antão, clamam há vários anos pela reconstrução do quebra-mar de “Boca de Pistola”. Para a classe, a reestruturação dessa infra-estrutura marítima representa uma aspiração para resolver os problemas que enfrentam no sector das pescas.

 

De acordo com os pescadores, a falta de um quebra-mar com melhores condições de segurança tem condicionado a actividade pesqueira na localidade da Ponta do Sol. É que a fenda existente nessa infra-estrutura afecta a comunidade piscatória que, devido às condições adversas do mar, enfrenta dificuldades para arrastar as próprias embarcações para o mar ou para colocá-las em terra.

 

Os pescadores asseguram que “há vários anos que reivindicamos a requalificação do quebra-mar e a dragagem da baía. Isto porque com o mar revolto corremos perigo de vida, já que o quebra-mar existente apresenta falhas e não nos dá garantia de segurança. A verdade é que já batemos em várias portas para ver esse projecto em execução. Mas até esta data, ninguém de direito tomou qualquer medida para resolver a nossa situação”.

 

Os “homens do mar” pedem a intervenção das autoridades marítimas, pelo que não descartam a hipótese de realizarem nos próximos dias um encontro com as direcções que regem o sector marítimo na cidade. Os pescadores reclamam ainda do aumento da taxa de acesso ao mar que passou de 233 para 3404 escudos, uma decisão administrativa que lhes coloca mais entraves na execução do seu ofício.

 

Mas enquanto não surge uma luz no horizonte do oceano de problemas, os pescadores afirmam não terem outra solução senão “porem a própria vida em risco, todos os dias com a ida ao mar em busca de um sustento para as famílias. Porque o mar dá o que a terra nega, na medida que na pesca, consegue-se desenrascar melhor do que em terra sem trabalho”.

  1. Angel

    Podem agradecer ao vosso presidente da Camara Engº Orlando
    que nunca fez e nunca vai fazer nada para melhorar ou tentar
    melhorar a vossa vida… o mais importante, continuem a votar nele,
    batem palmas nos seus comícios, deixem-se enganar por um sorriso e
    uma pequena ajuda durante as campanhas… depois arquem com as
    consequencias… e Viva o Vosso Presidente

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