Médica chinesa condenada à morte por rapto e venda de recém-nascidos

14/01/2014 10:22 - Modificado em 14/01/2014 10:22
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medica chinesaUma obstetra chinesa que pertencia a uma rede de tráfico de bebés foi condenada à morte com pena suspensa por dois anos. Zhang Shuxia foi considerada culpada de ter roubado e vendido sete bebés em Fuping, na província de Shaanxi — as autoridades conseguiram resgatar seis crianças, mas uma outra morreu.

 

A médica convencia os pais de que os recém-nascidos tinham doenças fatais e que, por isso, deveriam deixá-los no hospital para morrer. As crianças (duas gémeas) foram vendidas a uma rede de tráfico de crianças entre Novembro de 2011 e Julho de 2013.

 

“Zhang usou a sua posição de médica para falsificar relatórios médicos sobre as crianças, dizendo que sofriam de infecções ou doenças que não tinham cura”, considerou o tribunal que a sentenciou. “Raptou e vendeu vários recém-nascidos, violando a ética profissional e social.”

 

Zhang e um grupo de suspeitos foram presos depois de mais um caso de rapto em Julho. Os pais do bebé raptado fizeram queixa à polícia depois de terem suspeitado de que o filho tinha sido vendido. A criança foi encontrada e devolvida aos pais em Agosto.

 

A polícia fez saber que ainda investiga 50 casos relacionados com esta rede de tráfico de crianças, incluindo 26 casos ligados a Zhang e a outros detidos, diz a agência noticiosa chinesa, Xhinua. Mais quatro funcionários do hospital onde a médica exercia foram presos e julgados e aguardam as sentenças.

 

 

publico.pt

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