Corpo de Intervenção combate assédio de clientes à porta dos estabelecimentos comerciais

10/01/2014 00:38 - Modificado em 10/01/2014 00:38

corpo intervençãoNa sequência de uma denúncia de comerciantes sobre casos de assédio aos clientes por parte de indivíduos que ficam à porta dos estabelecimentos comerciais, o Corpo de Intervenção incrementou um plano de patrulha para pôr termo à situação. Neste sentido, o CI está a fazer uma abordagem e a revista desses indivíduos, afastando-os desses locais por estarem a perturbar a ordem pública.

 

É que alguns indivíduos referenciados nas autoridades criminais por prática de delitos contra pessoas na ilha de São Vicente, decidiram fazer plantão à porta de minimercados, mercearias e bares para pedirem dinheiro ou outros bens aos cidadãos que procuram os serviços desses estabelecimentos.

 

O facto é que nalguns casos, a abordagem terminou em assalto, uma vez que os clientes negaram dar dinheiro a essas pessoas. Segundo alguns comerciantes contactados pelo NN “vive-se numa situação de angústia, porque são na sua maioria jovens que não fazem nada no bairro. Querem viver às custas dos outros e da criminalidade, ao invés de estudarem ou procurarem um emprego. Chegam ameaçando os clientes e a pedirem dinheiro ou algum género, forçando a pessoa a sustentar-lhes o vício”.

 

Transtornos

 

Os comerciantes asseguram que para além de ser uma situação que perturba o funcionamento dos estabelecimentos comerciais, configura-se como um assédio aos clientes que ficam “aterrorizados” quando estão sob a ameaça desses indivíduos. “O medo de ser abordado pelos larápios levou alguns clientes a mudar de local das comprar ou a consumirem bebidas alcoólicas, refrigerantes ou outros bens. Procuram lojas onde haja melhor segurança e tranquilidade para comprarem e quem fica prejudicado com a perturbação dos indivíduos é quem vende” acrescentam os comerciantes.

 

Combate

 

Para combater esse problema, ambas as partes já accionaram a Polícia que num primeiro momento, deixou arrastar os assédios à porta de estabelecimentos comerciais no centro da cidade e nos bairros da ilha de São Vicente. Este online sabe que em localidades como Monte Sossego, Ribeira Bote, Ribeirinha, Fonte Felipe e Chã D’Alecrim houve comerciantes que fecharam as portas na perspectiva de procurarem um local onde não ocorram situações dessa natureza.

 

Porém, a história mudou de figura, pois no início desta semana, o Corpo de Intervenção começou a patrulhar os locais referenciados por comerciantes como espaço de permanência de pessoas que apenas atormentam clientes. Os agentes do CI estão a revistar os suspeitos que por vezes estão armados e, como forma de combate, estão a afastá-los dessas áreas. Isto com a advertência que se continuarem a perturbar a ordem pública ou cometerem assaltos, serão tomadas as medidas vigentes na lei.

  1. Mario Matos

    Nao é apenas nas portas dos estabelecimentos dos bairros que tal acontece. Dou um exemplo aí na saída da loja Fragata no centro da Cidade fui abordado por um jovem de porte atlético que nao me agrediu por ter a sorte de aparecer no momento exacto um amigo meu.
    Tambem sou muitas vezes obrigado a sair do passeio e com o perigo de ser atingido por um carro, pois estrategicamente ocupam posições de tal forma que os transeuntes nao têm possibilidade de escapar aos seus ataques verbais e físicos.

  2. Mindelense

    Mais uma vez temos de parabenizar o grande trabalho vem sendo realizado pela PN, principalmente por estes bravos e corajosos do Corpo de Intervenção que tenho grande admiração. Realmente é uma afronta quando na saída dos estabelecimentos comerciais (minimercados e bares) se é confrontado por estas crianças e adolescentes a pedirem dinheiro ou qualquer outro género alimentício, mas tudo isso é devido a fome que muita gente está passando em S. Vicente.

    O Corpo de intervenção deveria atuar também contra as pessoas que ficam a frente das lojas chinesas, casas do ouro, etc…, que estão constantemente a perturbar os clientes que querem ter acesso a estes mesmos estabelecimentos, para além de que não pagam impostos e prejudicam os empreendimentos que são legais, que empregam pessoas e ainda têm as suas responsabilidades fiscais.

    Já foram feitas denuncias via telefone e por escrito a serviço de fiscalização da Câmara Municipal de S. Vicente e ao Comando da Policia Nacional e até hoje estas pessoas continuam a frente desses locais a perturbarem constantemente os clientes. Espero que o CI estenda estas intervenções nessas área também.

  3. Nuno Ferreira

    As casas comerciais com mais poder não deveriam esperar apenas pela PN, essas deveriam ter um corpo de segurança ou contratar uma empresa de segurança para proteger os seus clientes e libertar a PN para outros locais com mais riscos.

  4. CidadaoCV

    A questão profunda que se deve fazer é: Porquê estes jovens estão nesta situação? Então a profundidade da resposta chega-se a uma degradação acentuada da sociedade, da família cabo-verdiana.

  5. Naiss

    Boa medida que deverá estender-se tambem aos estabelecimentos comerciais do centro da cidade. Discordo porém da justificação da fome em S.Vicente como motivo, isto porque a pedinchice foi sempre uma constante em S.Vicente. Porém, actualmente ganhou outros contornos abrangendo novos e velhos, homens e mulheres não para matarem a fome mas para alimentarem os seus vicios. É realmente uma afronta para os clientes e uma vergonha para a cidade.

  6. De Pina

    Na Praia ocorre idêntica situação. Mas o assédio maior vem: (i) dos cambistas que infestam o Plateau; (ii) das vendedeiras dos saldos da CVM e T+ . Agora todos os cidadãos são denominados de Sr(a) CVM ou Sr(a) T+. (iii) emigrantes da Costa Africana que querem “comprar” à força ouro nos nacionais. Que afronta! Se não houver mãos pesadas para cumprimento das leis estamos tramados. Os únicos perseguidos aqui na Praia são as coitadinhas de vendedeiras ambulantes. E os outros aqui citados?

  7. Irina Cabral

    È com muita conternação que tenho de dizer isto, mas o Comando deveria também c hamara atenção aos policias das esquadras qu tb fazem compras nestas vendedeiras, por isso fazem vista grossa. Onde estão so policias de transito. Tb o comando deveria adverter os agentes pq estão sempre acima do passeio e impedem nos de circular a vontade.

  8. RIBEIRINHA

    Caros comerciantes para combatermos essa situação temos que colaborar com as autoridades de modo a informar na hora exata do ocorrido, sem dar tréguas aos indivíduos.A agradecer muito o trabalho que P.N.tem indo feito , mas para continuar sempre. obg.

  9. j.j.j

    Mas essa luta deveria ser feito com todas os orgoes da P.N e não só da P. de INTERVENÇÃO

  10. manuel paulo

    Na centro da cidade é complicado estar numa loja desatento porque os carteiras entram descaradamente dentro dos estabelecimentos comerciais para tentarem roubar a carteira dos clientes.
    Nas lojas de venda de produtos não alimenticios é pior uma afronta de carteiristas e caçubodistas a espreita dos clientes.
    A policia que conhece bem esses larapios porque todos tem cadastro devia era impedi-los de estarem a frente de qualquer casa comercial.

  11. Idalina Ferreira

    Estamos muito agradecidos pelo trabalho que a Polícia de Shock está a fazer em Ribeirinha, porque não estavamos tranquilos antes do fim do ano. Desejo-vos muita coragem e que continuem a dar-nos tranquilidade e sossego, porque estes miúdos estão a afrontar-nos.

  12. Rosy Monteiro

    Força pe bo ma bo grupo, chefe, Pól, e no te espera k bo te kontinua te infronta ech diab de RB, pq é so bo kes te respeitá e no tita bem kontinua te kolabora ma bó, bjsssssssssssssssss

  13. tony silva

    obrigado por corpo intervencao de sao Vicente que estao cumprir as leis para proteger manter repeitos e seguranca para os povos do mindelo viver livre sem medo dos assaltante
    enquanto na praia como capital cabo verdeanos os povos anda com medo dos bandidos que anda saltar as pessoas em todos soburbios da praia onde estao as policias para proteger os povos, e so quando acontece uma coisa grave que se ve as policias nas ruas de noite o mesmo tribunal da praia estao a brincar com a seguranca

  14. tbanda correia

    eu sou emigrante que vive varios anos nos pais estrangeiros, ja tives em varios pais
    nunca esperava que cabo verde voltava uma terra sem seguranca cheio de bandidos principalmente na achada sto Antonio, meio da chada, ponta da agua, lem cachorro
    paiol vila nova achadinha chada grande,as pessoas andao sempre com medo apartir
    das sete da noite quando vao visitar os amigos sempre desconfiado de ser asaltado por bandidos e quais emigrantes que vao investir num pais que nao seguranca?
    obrigado.

  15. Mindelense

    Infelizmente toda esta conversa é para boi dormir. Depois deste artigo já passei várias vezes a frente das Casa do Ouro, lojas Chinesas e outros estabelecimentos e muitos imigrantes da Costa Ocidental Africana continuam reinando e cheios de arrogância e autoridade, parece que eles é que mandam em Mindelo. Afinal onde está a ação da PN? Será que estes imigrantes têm proteção de alguns policiais? Ou será que pagam para se manterem nestes pontos? Tudo é possível hoje em dia….

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