Crime da Craquinha: MAI demitiu agente da PN que matou um cidadão

8/01/2014 00:03 - Modificado em 7/01/2014 22:58

demitidoO Ministério da Administração Interna demitiu o agente da Polícia Nacional Ilaugino Fortes que matou a tiro um cidadão em Ribeira de Craquinha, São Vicente. Na sequência de uma discussão, o agente da PN matou o companheiro da sua enteada, um jovem conhecido por “Chaka” com quatro tiros. Com base nos factos apurados que determinaram haver uma má conduta do agente que contava com 18 anos de serviço, o MAI decidiu pela cessação das suas funções.

 

Com o assassinato de “Chaka” por parte do agente da Polícia Nacional Ilaugino Fortes, o Ministério da Administração Interna decidiu abrir um inquérito para apurar as razões que levaram o seu funcionário a matar a vítima. Os factos relacionados com o homicídio estiveram a ser apurados por uma comissão de averiguações nomeada pela Direcção Nacional da PN.

 

Para determinar a medida disciplinar “houve um processo administrativo que teve uma tramitação muito própria. Houve matérias que tiveram relevância disciplinar mas que, em sede de julgamento, podem não ter essa relevância. Neste caso, houve a demissão porque existiu uma má conduta desse agente que teve um comportamento gravíssimo ao tirar a vida de um cidadão e por não honrar os compromissos assumidos na função que lhe foi atribuída”.

 

Ilaugino Fortes era tido na Polícia Nacional como dependente de bebidas alcoólicas e já sofreu medidas disciplinares por causa do uso abusivo do álcool. Mas agora, o MAI não teve outra solução a não ser retirar da PN o agente Fortes. Com 18 anos de serviço, o agente já teve alguns problemas ao tentar usar a sua arma de serviço para resolver situações pessoais.

 

Homicídio

 

Porém, na noite de 26 de Julho de 2013, sob efeito do álcool, o agente da PN envolveu-se numa discussão com o indivíduo que vivia com a sua enteada. O caso ocorreu por volta das 21 horas, quando uma hora antes, Ilaugino deveria ter-se dirigido à Policia Nacional para cumprir serviço. Na sequência de um desentendimento, o agente da PN sacou da sua arma e disparou contra “Chaka”.

 

Baleado com quatros tiros, “Chaka” não resistiu aos ferimentos e faleceu no Hospital Baptista de Sousa. O agente da PN foi presente ao Primeiro Juízo Crime para interrogatório e aplicação de uma medida de coacção. Ilaugino Fortes foi indiciado da prática de um crime de homicídio, pelo que depois de explicar os factos que resultaram na morte de “Chaka”, o juiz aplicou a medida de coacção mais grave, a prisão preventiva

  1. Jaoana Piranha

    O Ilaugino foi vitima da irresponsabilidade e conivência dos seus superiores, desde dos graduados de serbiço das esquadras e também dos Comandantes, Tito, Aguinaldo e do seu superior directo, Nelson de Pina, que dias antes tinha-lhe desarmado por ter efetuado um tiro dentro da sua residência e poucos dias depois devolveu-lhe a arma. Eles tb deviam ser suspensos, pela falta de honestidade perante op juramento que efectuaram. Tb os Agentes, Nóka e Adérito hj já não são policias pelas mesmas conduta

  2. Jaoana Piranha

    A falta de seriedade dos oficiais do Comando Regional perante situações de indisciplina, principalmente os Oficias de Dia ao Comando que ficam em suas casas e não interem dos problemas graves e outro dia ficam de folgas, já está na hora de acabar. Eu acho que a senhora MAI, está muito em silêncio, é preciso que tome medidas, começando pelo Subchefe Mota, que está indiciado em vários actos corruptivos. Vergonha

  3. Jaoana Piranha

    Malandro…..corrupto, ladrão……………………………..bandito fardado, Punição para o Mota, Bar p´+ublico no Comando

  4. Jaoana Piranha

    aaaaaahhhhhhh onde está o Tito

  5. Cidadão CV

    Joana Piranha tem toda razão, em todos os comentarios feitos

  6. Cidadão CV

    Muitos merecem ser demitidos. entre eles o sr mota, tito, aguinaldo, etc. so corruptos principalmente o mota.

  7. Coculi

    Nao compreendo que este colega seja demitido das suas funções. Se a justiça for cega como dizem ser neste caso mais de metade dos meus colegas seriam demitidos, pois beber durante o horário de trabalho é mais do que normal e a todos os níveis hierárquicos.
    Nao é por acaso que apesar das infracções cometidas por este colega ele nunca foi penalizado.
    Infelizmente ele teve a má sorte de ter matado uma pessoa. Caso contrario ele atingiria, apesar do seu comportamento detestável, a sua reforma como a maioria dos meus colegas vai conseguir. Nada mudou e nada vai mudar. É uma questão de cultura como um superior meu costuma ironicamente dizer.

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