Velas acesas em casa continuam a fazer vítimas mortais

6/01/2014 00:34 - Modificado em 6/01/2014 00:34
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VelasÀ luz do ano anterior, o início de 2014 fica marcado por mais um caso de incêndio com o registo de uma vítima mortal na ilha de São Vicente. Em Janeiro de 2013, Maria da Luz de 75 anos, moradora em Fonte Felipe, faleceu carbonizada quando o fogo deflagrou na casa onde residia. Volvido um ano, Domingos dos Santos de 80 anos, morre da mesma forma. Nos dois casos, a causa do incêndio deveu-se a uma vela que foi deixada acesa nessas habitações.

 

O Comando dos Bombeiros de São Vicente tem razão quando classifica “o uso de velas em residências como um detonador activo de incêndios na ilha. É que depois dos casos da morte de pessoas vítimas de incêndios registados em 2013 cuja causa se deveu a velas deixadas acesas, a morte de um homem na localidade de Espia veio colocar a nu essa situação.

 

A morte de Domingos dos Santos ocorrida na noite de sexta-feira numa habitação em Espia traz à praça pública a discussão sobre o comportamento de cidadãos que, por não possuírem energia eléctrica em casa, utilizam velas ou candeeiros. Os Bombeiros têm feito aquilo que estão ao próprio alcance para salvarem vidas e quando são accionados enfrentam o fogo no sentido de evitarem perdas humanas.

 

Detonador

 

Mas há situações em que os Bombeiros, muitas vezes apoiados por moradores, não conseguem evitar o pior. Como no caso do cidadão Domingos que vivia sozinho na encosta de Espia e “cujo fogo, causado por uma vela acesa, devorou em fracções de segundo todo o recheio da casa e este acabou por morrer carbonizado”.

 

Neste caso em concreto, numa noite em que se registou mais um corte de energia eléctrica em São Vicente, os vizinhos foram alertados pela “clareza das chamas que saíam do tecto”. Chamaram os Bombeiros, mas já não se podia fazer nada pois, Domingos passou para a conta do número de mortes por incêndio em São Vicente que constam nos relatórios das autoridades.

 

Segurança

 

O Comando dos Bombeiros e a Polícia Nacional têm realizado um trabalho de prevenção na ilha de São Vicente com a sensibilização dos cidadãos para com os cuidados a terem para se evitar incêndios nas residências ou nos locais de trabalho.

 

O apelo continua a ser ignorado por uma parte que assume o risco de ver a própria habitação e bens consumidos pelas chamas e em casos “extremos”: assistir pessoas a morrerem carbonizadas pelo fogo que destrói as próprias habitações. O certo é que as causas continuam a ser por negligência humana, isto é, focos de incêndio que surgem por meio de velas ou candeeiros que são deixados acesos.

 

As autoridades sublinham “que toda e qualquer habitação tem condições propícias para um pequeno foco de incêndio deflagrar e propagar-se num incêndio de grandes proporções. Isto se se tiver em conta a elevação da temperatura no interior, a existência de equipamentos, do recheio e de produtos inflamáveis que, num curto período, fazem alastrar as chamas pelos compartimentos que compõem a habitação”.

 

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