Pacto com Rússia evita bancarrota da Ucrânia

20/12/2013 09:24 - Modificado em 20/12/2013 09:24
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ucraniaPM ucraniano garante que acordo assinado com Moscovo afasta cenário de falência e permite recuperação económica. Oposição fala em “traição”.

 

O primeiro-ministro ucraniano, Mykola Azarov, garantiu ontem que o acordo de ajuda financeira assinado com a Rússia “salvou a Ucrânia da bancarrota” e permitirá a recuperação da economia. A oposição diz, por seu lado, que se trata de uma “traição” dos interesses nacionais e promete redobrar os protestos com vista à demissão do presidente Yanukovich.

“Se não fosse este acordo, o que seria da Ucrânia? A resposta é clara: bancarrota e colapso social”, afirmou o chefe do governo, considerando “histórico” o acordo assinado na véspera entre o presidente ucraniano, Viktor Yanukovich, e o homólogo russo, Vladimir Putin.

Ao abrigo do acordo, recorde–se, a Rússia compromete-se a baixar em cerca de um terço o preço do gás natural exportado para o país vizinho e a comprar 11 mil milhões de euros de dívida pública ucraniana. “Este acordo permite-nos encarar os próximos anos como um período de desenvolvimento e confiança numa vida estável para as pessoas”, afirmou Azarov.

A oposição ucraniana, que há semanas protesta nas ruas contra a decisão de Yanukovich de não assinar o acordo de associação com a UE e optar por uma maior aproximação a Moscovo, recebeu a notícia com incredulidade. “Yanukovich traiu os interesses da Ucrânia e a independência do país”, acusou o líder opositor Vitaly Klitschko.

Já o MNE russo Sergei Lavrov acusou a UE de continuar a pressionar a Ucrânia e garantiu que a Rússia “não obrigou ninguém a assinar nada”.

 

 

cm.pt

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