Família de Alice dos Reis quer recuperar os restos mortais para fazer um funeral digno

17/12/2013 00:08 - Modificado em 17/12/2013 00:08

Para a família da cidadã Alice dos Reis, os momentos que vive desde que “Zezinho Catana” afirmou que a matou e vendeu a sua carne é de sofrimento, angústia e indignação. Com a chegada do suspeito à ilha de São Vicente para se apurar a verdade, Adilson, filho da vítima, espera que as autoridades recuperem os restos mortais para que possa fazer um funeral digno.

 

Contactado pelo NN, Adilson assegura que tinha previsto realizar uma manifestação na cidade do Mindelo com a presença de familiares e amigos da mãe, para demonstrarem a indignação pela demora das autoridades criminais em trazerem o suspeito à ilha de São Vicente, de modo a realizarem as diligências para apurarem a veracidade da confissão de Zezinho Catana que afirmou que assassinou e esquartejou a vítima e que os seus restos mortais se encontram nas imediações da zona de Fernando Pó.

O entrevistado sublinha que a presença do suposto autor da morte da sua mãe em São Vicente, veio trazer uma réstia de esperança. Adilson apela à PJ e ao Ministério Público para que não escondam informações sobre a morte da mãe. E que caso encontrem os restos mortais que os entreguem à família para que a “vida de Alice volte a ter o seu valor merecido” e que a família recupere o sossego e a paz por saber que o seu corpo foi sepultado no cemitério.

 

 

  1. Mário Matos

    O mais interessante , para não dizer triste e lamentável nesta peça de teatro,tragicocomica é que um simples cidadão talvez analfabeto “dócil,inofensivo, um coitado” sozinho consegue desmascarar a fragilidade do sistema de saúde e judicial em Cabo Verde, consegue pôr nu todo um sistema bem montado baseado em falsidades, falcatruas, mentiras,etc, etc,.O que “doutores” temos até demais nesta terra e semelhantes até agora não conseguiram, um ” docil, inofensivo,um coitado” consegui.

  2. Carlos Ferreira

    O consumo de carne humana é rejeitavel, repugnante,
    condenavel e quanto mais nas condicoes em que o mesmo aconteceu.
    Contudo em Cabo Verde alguns seculos atrás e quando das fomes
    agudas e ciclicas foram registados varios casos de canibalismo
    conforme reza a história.Especialistas na matéria afirmam que o
    perigo reside na possibilidade de contaminação e tambem no perigo
    das pessoas habituarem ao sabor e serem levadas pela tentação.Neste
    ponto as autoridades sanitarias e judiciais devem estar atentas
    pois as pessoas que eventualmente compraram ou consumiram a carne
    comercializada por “catana” provavelmente guardarao o maior sigilo
    possivel com receio de serem estigmatizadas. Com este comportamento
    elas poem em perigo a sua saude fisica e mental. Relembrar o caso
    do “Voo Força Aerea 571″ em que um avião urugaio em 1972, com
    quarenta e cinco pessoas a bordo, entre eles estudantes
    universitarios pertencentes a uma equipa de rugby, seus familiares
    e amigos. O avião em questao caiu nas cordilheiras dos Andes. Em
    principio a maioria sobreviveu o acidente mas outros sucumbiram.
    Perante as dificuldades de resgate que durou muito tempo, perante
    uma situação climaterica extrema e fome os 16 sobreviventes não
    tinham outra solução senao alimentaram-se dos passageiros mortos
    que ficaram conservados no gelo, apesar duma certa retinencia de
    alguns logo no inicio. Nos tempos actuais muitos tresloucados,
    psicopatas, têm praticado tais actos de barbaridade, bastante
    repudiaveis como é o caso de “catana”. Os serviços de saude deverao
    prestar toda atenção às pessoas que eventualmente consumiram tais
    restos mortais, dando-lhes toda a assistencia psico-social evitando
    que venham a ser segregadas e estigmatizadas.

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