Missão do Spotify “é lutar contra os downloads ilegais”

16/12/2013 09:36 - Modificado em 16/12/2013 09:36
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SpotifyO Spotify estendeu esta semana o seu serviço gratuito aos tablets e smartphones e a empresa sueca anunciou ainda que a versão gratuita também deixa de estar condicionada ao limite de 10 horas de música por mês.

 

A plataforma digital permite a audição de mais de 20 milhões de canções e chegou a Portugal há quase um ano. Na quinta-feira, o director da Spotify para o sul da Europa, Yann Thebault, disse ao JN estar bastante agradado com a adesão dos portugueses. “O streaming ainda é relativamente novo mas a resposta dos portugueses ao nosso serviço é muito satisfatória”, afirmou, recusando-se, todavia, a avançar com números sobre a quantidade de utilizadores que estão activos por cá. Essa é, aliás, política da empresa: só se conhecem números globais. Sabe-se que existem mais de 24 milhões de utilizadores em 55 países e, desses, 6 milhões optam pelo serviço pago. O Spotify garante que desde o arranque, em 2008, já pagou mais de mil milhões de dólares em direitos de autor a editoras e artistas.

 

Yann Thebault defendeu que o “streaming representa a melhor resposta à crise da indústria musical”. “Nos últimos anos, a indústria tem estado numa situação complicada mas vemos pela primeira vez um relançamento do crescimento graças ao streaming”, prosseguiu. Como tal, o responsável mostrou-se convicto de que “o streaming representa a melhor resposta aos downloads ilegais e é igualmente o futuro da indústria musical”. “A primeira missão do Spotify”, sublinhou, “é lutar contra os downloads ilegais”.

 

Ainda assim, há quem não veja isto com bons olhos. Músicos como David Byrne ou Thom Yorke, por exemplo, já teceram críticas ao Spotify, acusando-o de pouco pagar aos artistas pelos direitos de autor. Thom Yorke chegou mesmo a exigir que fosse de lá retirada a música dos Atoms for Peace (uma das suas bandas) e do seu disco a solo “The Eraser”. Confrontado com este facto, o responsável do Spotify para o sul da Europa preferiu salientar que “há cada vez menos artistas reticentes com a ideia de terem a sua música no Spotify”. “Na semana passada lançámos um site dirigido aos artistas para que estes compreendam melhor como tudo isto funciona e vejam de maneira bastante transparente os pagamentos que fazemos pelos direitos de autor”, apontou ainda.

 

A empresa sueca anunciou também a chegada ao Spotify da discografia completa dos Led Zeppelin. O catálogo completo da obra da banda de Jimmy Page ficará disponível, em exclusivo, a partir de domingo.

 

O Spotify tem sido um sucesso pela forma simples, rápida e bastante intuitiva com que disponibiliza a audição de uma impressionante quantidade de música (mas de 20 milhões de canções de todos os géneros e épocas). O serviço pode ser gratuito mas terá anuncios publicitários pelo meio. Em Portugal, na modalidade premium, uma mensalidade de 6,99 euros liberta o ouvinte de toda a publicidade e atribui-lhe vantagens como uma melhor qualidade de som ou a possibilidade de ouvir música offline.

 

 

dn.pt

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