Dezasseis mortos em novo episódio de violência no Xinjiang

16/12/2013 09:22 - Modificado em 16/12/2013 09:22
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chinaDezasseis pessoas, entre as quais dois agentes da polícia, morreram, no domingo, no Xinjiang, noroeste da China, num novo confronto violento com as autoridades daquela região de maioria muçulmana.

 

O incidente ocorreu perto da cidade de Kasghar, quando agentes da polícia que tentavam deter suspeitos foram atacados por “bandidos” armados com explosivos e facas, segundo o Tianshannet, um portal noticioso gerido pelo governo da Região Autónoma do Xinjiang.

 

Dois agentes da polícia morreram, 14 “bandidos” foram abatidos a tiro e dois suspeitos detidos, indicou a mesma fonte.

 

Foi o segundo incidente violento registado no Xinjiang no espaço de um mês, depois de um assalto a uma esquadra da polícia em Selibuya, em meados de novembro, que causou 11 mortos.

 

O Xinjiang, vasto território de maioria islâmica, rico em petróleo e recursos minerais, confina com o Afeganistão, Paquistão e três ex-repúblicas muçulmanas da Ásia Central. Os uigures constituem 45% dos cerca de 25 milhões de habitantes do Xinjiang.

 

No final de outubro passado, no centro de Pequim, um jipe com matrícula do Xinjiang abalroou a multidão que se encontrava no topo norte da Praça Tiananmen e a seguir incendiou-se, matando os três passageiros que seguiam no veículo e dois turistas.

 

A policia chinesa classificou o incidente como “um ataque terrorista” e atribuiu a sua autoria a “extremistas religiosos”.

 

Segundo a imprensa oficial chinesa, durante o verão, 139 pessoas foram detidas no Xinjiang por advogarem a “jihad” (guerra sagrada) através da Internet.

 

Em junho passado, um outro “ataque terrorista” atribuído a “extremistas religiosos” causou 24 mortos. Foi o mais violento incidente registado no Xinjiang desde os tumultos do verão de 2009 em Urumqi, a capital da região, que mataram 197 pessoas.

 

 

jn.pt

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