Jonh Kerry: execução do tio do dirigente norte-coreano é “mau sinal”

16/12/2013 09:04 - Modificado em 16/12/2013 09:12
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tio coreano“Número dois” do governo foi detido, julgado e executado em pouco mais de uma semana.

A execução do tio do dirigente norte-coreano é um sinal de instabilidade do regime de Kim Jong-un e torna ainda mais necessária a desnuclearização da península coreana, considerou este domingo o secretário de Estado norte-americano, John Kerry.

 

“É a natureza desta ditadura cruel e horrível e da sua falta de confiança” declarou John Kerry numa entrevista divulgada pela estação televisiva ABC. “É um mau sinal, de instabilidade e do perigo que existe”, acrescentou.

Jang Song-thaek,o tio do dirigente norte-coreano, de 67 anos, foi detido na semana passada, julgado por um tribunal militar especial considerado culpado de conspiração contra o Estado e condenado à pena de morte, quatro dias depois de ser detido. Era considerado o “número dois” do regime e o mentor do seu sobrinho depois de este ter sucedido ao pai Kim Jong-il à frente da Coreia do Norte, no final de 2011.

“Não é a primeira execução. Sabemos de um número importante de execuções nos últimos meses”, disse o chefe da diplomacia norte-americana.

A purga sublinha, segundo Kerry, a urgência de uma desnuclearização da península coreana e do relançamento das negociações entre os Seis (as duas Coreias, China, Rússia, Japão e Estados Unidos) para convencer Pyongyang a renunciar ao seu programa nuclear em troca de ajuda, nomeadamente energética.

“Torna-se ainda mais inaceitável que alguém como Kim Jong-un tenha acesso potencial à arma nuclear”, adiantou.

 

 

cm.pt

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