Zezinho Catana vai mostrar onde enterrou os corpos de Maria Alice e Amâncio

16/12/2013 08:44 - Modificado em 16/12/2013 08:44

Alice1Zezinho Catana, o serial killer de Cabo Verde, encontra-se na ilha São Vicente, cuja presença tinha sido requerida pelo Ministério Público, depois de ter assumido a autoria da morte de duas mulheres e um homem. Zezinho está detido em regime de alta segurança e para executar as diligências para se apurar a verdade, nota-se um sigilo por parte das autoridades, o que se considera compreensível devido à possibilidade de revolta por parte das pessoas.

 

Só por si, a operação parece delicada e sem a descoberta dos restos mortais dessas três pessoas, a confissão do arguido não é suficiente para lhe atribuir esses três crimes. E o processo fica de novo parado. Para evitar essa situação, de modo a avançar com a investigação para esclarecer as mortes de Alice dos Reis, Maria Chandim e Amâncio Rodrigues, a Polícia Judiciária e o Ministério Público, que agora tem Zezinho na sua posse, terão de levá-lo aos locais onde diz que enterrou os corpos de Alice e Amâncio, sem que a população se aperceba.

 

Investigação

 

O NN chegou a fazer uma investigação sobre a morte de Alice e Maria e os indícios colocaram Zezinho Catana na cena dos crimes das duas mulheres com quem conviveu. E numa outra investigação do NN publicada no dia 2 de Julho, colocava Zezinho Catana no cenário do crime que envolvia o desaparecimento de Amâncio Maniche, ocorrido em 27 de Agosto de 2011. O NN sabe que a PJ levou a sério as denúncias dos familiares e parte da nossa investigação, no tocante às datas e à ligação de Catana com Maniche.

 

Averiguações

 

A descoberta dos restos mortais das vítimas pode permitir às autoridades determinar se Zezinho Catana foi de facto o autor da morte de Alice e Amâncio. Para a conclusão da investigação criminal, a presença de Zezinho em São Vicente pode ser uma luz acesa no fundo do túnel para resolver a incógnita acerca do paradeiro dos corpos. Mas, por outro lado, o NN sabe que isso pode ser insuficiente porque há circunstâncias que podem atrapalhar a operação.

 

“Ter-se-á de debelar algumas circunstâncias de tempo e de natureza. Isto é, volvidos estes anos não se sabe o que aconteceu nessas possíveis áreas onde foram enterrados os corpos. E por outro lado, há situações que se prendem com o comportamento do suspeito durante a operação e que podem ajudar ou atrapalhar a diligência”.

 

Para os familiares de Alice e Amâncio, cujo assassinato foi assumido por Zezinho Catana, por esta altura o que se pretende é a recuperação dos restos mortais, para a realização de um funeral digno. No caso de Maria Chandim, a família quer que as autoridades esclareçam a versão de Zezinho Catana que assumiu a sua morte, quando há uma certidão de óbito que considera que a mulher sofreu um enfarte. E depois da PJ e do MP concluírem a operação, os familiares vão aguardar que justiça seja feita aos casos, de acordo com as provas apuradas.

  1. Celestno Correia

    Estava mesmo esperando essa notícia! O vosso Diário está fazendo um bom trabalho! A vossa notícia devia ser, também,do Centro e do Sul. Há muitas coisas que, apenas sabemos, através desse jornal. As vossas notícias chamam a atenção de muita gente. Estou acompanhando de perto o desenrolar dos acontecimentos sobre o caso Zezinho Catana e o NN está ajudando bastante.

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