Em resposta à China, Coreia do Sul expande zona aérea de defesa

9/12/2013 09:01 - Modificado em 9/12/2013 09:01
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coreia do sulA Coreia do Sul anunciou este domingo que vai estender a sua zona de defesa aérea, numa resposta a uma iniciativa semelhante da China em Novembro, que foi vista como uma provocação pelos países vizinhos.

 

A nova zona abrange duas ilhas e um rochedo submerso que são reivindicados por Pequim, de acordo com a Reuters. O ministro da Defesa sul-coreano assegurou, contudo, que a decisão não interfere com a soberania dos demais países.

 

“Acreditamos que isto não vai afectar significativamente as nossas relações com a China e com o Japão, na medida em que tentamos trabalhar pela paz e pela cooperação no Nordeste asiático”, declarou Jang Hyuk. “O ajustamento à zona de defesa e identificação aérea está em linha com o regime da aviação internacional e com os regulamentos internacionais”, assegurou o ministro, citado pela agência sul-coreana Yonhap.

 

A 23 de Novembro, a China anunciou, naquela que foi uma decisão sem precedentes, o estabelecimento de uma zona de identificação de defesa aérea, que abrange parte dos espaços equivalentes que já tinham sido estabelecidos no passado pela Coreia do Sul e o Japão. A nova zona de identificação chinesa inclui territórios alvo de disputa. Qualquer aeronave que sobrevoe a zona de identificação e defesa aérea tem de manter contacto via rádio e responder a qualquer pedido de identificação feito pelas autoridades chinesas.

 

O avanço da China aumentou o clima de tensão com o Japão e a Coreia do Sul, para além de ter sido vista nos EUA como uma tentativa de Pequim para aumentar a sua influência na região.

 

Agora Seul, segundo intenções manifestadas previamente, respondeu com a extensão de uma zona de identificação já existente. A decisão entra em vigor a partir de dia 15 e não se estende aos aviões comerciais, pelo que estes não terão de comunicar a Seul quando sobrevoarem a área, ao contrário do que acontece no espaço chinês.

 

Esta foi a primeira vez que a Coreia do Sul alterou a sua zona de defesa aérea, desde que foi estabelecida pelos EUA, em 1951, como segurança contra a ofensiva chinesa durante a Guerra da Coreia (1950-53). A expansão anunciada por Seul passa a abranger o rochedo de Ieodo e as ilhas de Marado e Hongdo.

 

Ainda antes do anúncio, Pequim avisou a Coreia do Sul de que qualquer decisão deveria ser tomada “de acordo com a lei e as normas internacionais.” “A China está disposta a manter comunicações com a Coreia do Sul na base da igualdade e do respeito mútuo”, garantiu na sexta-feira o porta-voz da diplomacia chinesa, Hong Lei.

 

Em visita às Filipinas neste domingo, o ministro da Defesa do Japão, Itsunori Onodera, avisou que “se algum país estabelecer uma zona semelhante no Sul do mar da China, isso irá aumentar a tensão da região”.

 

O vice-presidente norte-americano, Joe Biden, esteve na semana passada nos três países, mas as reuniões não foram conclusivas, e cada lado manteve a sua posição.

 

 

 

publico.pt

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