Desfalque na CM da Ribeira Brava foi efectuado com pagamentos fictícios nas folhas de salário

9/12/2013 07:09 - Modificado em 9/12/2013 07:09

pagamentoLucelino Lima foi o funcionário da Câmara Municipal da Ribeira Brava, São Nicolau que denunciou o alegado esquema de desvio de dinheiro da autarquia. O ex-tesoureiro da CMRB, afastado do cargo depois de ter feito a denúncia, detectou que a ex-contabilista estava a fazer pagamentos “fictícios”, cujas suspeitas apontam que desfalcou a autarquia em mais de dez mil contos.

 

Para a averiguar os factos, os deputados municipais da Ribeira Brava e a edilidade constituíram uma Comissão Eventual para o Acompanhamento do Desvio na CMRB. A Comissão tinha de apurar a veracidade da denúncia de Lucelino Lima, isto é: se se tratava de uma situação isolada em que houve apenas a actuação da ex-contabilista da CMRB, relativamente ao valor desviado dos cofres e ainda se o processo de desvio de verbas envolve uma rede de funcionários.

 

Suspeitas

 

Os indícios da investigação interna por parte da Câmara Municipal da Ribeira Grande com base nos depoimentos do denunciante e de outros funcionários revelaram que o esquema de desfalque traduzia-se na “introdução de nomes falsos e valores extras para salários nas folhas de pagamentos e que a situação iniciou em 2009 e estendeu-se até o primeiro semestre de 2012”.

 

Esquema

 

O funcionário que trouxe o caso para a praça pública afirmou “estranhar o facto de haver funcionários que recebiam um salário inferior a 25 mil escudos e estarem a receber cerca de 70 mil escudos como horas extraordinárias. Lucelino Lima acrescenta que depois de fazer a denúncia verificou que houve nomes que deixaram de aparecer nas folhas de pagamento.

 

Por seu lado, funcionários que viram o próprio nome envolvido no esquema, asseguram que “nunca cheguei a receber valores de 70 mil escudos por horas extras. Com as averiguações constatámos que alguém terá andado a receber horas extras usando o meu nome, porque as assinaturas foram imitadas, logo eram falsas”.

 

O caso continua a ser debatido pela Câmara Municipal da Ribeira Brava, com os deputados do PAICV, partido no poder e os dos MPD a trocarem acusações sobre os factos relacionados com o desfalque. Por seu lado, o Tribunal de Contas fez deslocar auditores a São Nicolau para passar a pente fino as contas da CMRB. E a nível criminal, o processo está sob a alçada do Tribunal que está a realizar diligências que permitam esclarecer o caso que dá conta de um desfalque de 10 mil contos nos cofres da Câmara Municipal da Ribeira Brava.

 

  1. Nuno Jóia - Cachaço

    a culpa iniciou quando ?

  2. Nuno Jóia - Cachaço

    Começou onde?

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2017: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.