O relato de Vanina: Na periferia do Mindelo existem famílias que passam fome

29/11/2013 08:49 - Modificado em 29/11/2013 08:49

fomePara o governo a situação de milhares de mindelenses que passam fome é mera ficção .Para a oposição é apenas uma arma de arremesso político para ser usada quando ” dá jeito”. Mas nos bairros periféricos de Mindelo existem famílias que vivem no limiar da sobrevivência e a palavra fome não é um mero conceito : é uma realidade.

 

Que o diga Vanina Martins de 28 anos, mãe de 6 filhos e trabalha na Frescomar há 8 meses : “meu dinheiro dá para comprar a comida dos meus filhos que são a minha prioridade e do resto compro comida para nós, mas só chega para umas duas semanas e, nos outros dias, passamos fome. O que significa não ter nada para comer e na melhor das hipóteses comer quando alguém ajuda. “A minha mãe ajuda-me muito, não sei o que seria de mim sem ela, quando não tenho comida para dar aos meus filhos ela ajuda-me. Também às vezes alguns vizinhos ajudam-me como podem e agradeço muito”. Vanina afirma que dorme, muitas vezes, sem comer. Até o filho de um ano, às vezes, passa fome.

A situação é complicada pese Vanina ter um salário .O vencimento mensal é de 12 mil escudos, mas segundo ela, às vezes, o dinheiro é muito pouco porque “tenho 2 filhos pequenos comigo e quando estão doentes, eu não consigo ir trabalhar e, claro, tenho falta. Quando é assim descontam muitas coisas e no final do mês há mais dificuldades”. E no seu caso não tem onde poupar. Pois até o pequeno almoço ela deixou de levar para o trabalho ” temos de levar o pequeno-almoço, mas eu não levo porque não tenho. Quando as minhas colegas vão tomar o café eu continuo a trabalhar, porque não tenho nada para comer”.

Vanina mora com o pai dos dois filhos mais pequenos, mas ele não tem trabalho fixo, ou seja, neste momento, somente o salário dela é que conta “o meu companheiro é pedreiro, mas há algum tempo que não está a encontrar trabalho fixo. Quando encontra ele vai e, às vezes, nem leva café porque não temos”.

Como passa por muitas dificuldades, Vanina começou a levar donetes da irmã para vender no trabalho “a minha irmã vende donetes e, este mês, comecei a levar donetes para a FRESCOMAR, assim pelo menos quando tiver lucro ela dá-me, por exemplo, 100 escudos, que já dá para desenrascar”.

Este é o retrato da vida de muitos são-vicentinos dos bairros periféricos . Um retrato que os políticos teimam em não ver. E quando vêem não tem soluções.

  1. Fiat Lux

    28 anos e 6 filhos! Como é que as pessoas não querem passar dificuldades? Longe já vai o tempo em que fidje era riqueza de pobreza. Os tempos mudaram e muito e, convenhamos, filhos são uma grande responsabilidade e não só dos pais. Quem gera filhos sem ter as mínimas condições para os alimentar e educar poderá estar a produzir feridas para a sociedade, seres que impõem o aumento de grades nas casas ou que são mais mãos estendidas à caridade que por imposição das circunstâncias vai-se rareando.

  2. AMIGA

    São Vicente tem mesmo muita fome e quem de direito para sua resolução fecha os olhos perante tal situação…não quero criticar ninguém, mas como é possivel uma jovem mãe de 28 anos com 06 filhos?????? onde vivemos numa sociedade com tantos metodos contraceptivos????? sabendo que tem dificuldades financeiras????? temos que analisar primeiro cada caso para depois comentar e este é um caso bastante sério….Força que Deus t ajude!!!

  3. Seja responsavel

    PMI – PF é de graça minha amiga, o resto devia ser bo problema mas infelizmente é problema de toda a sociedade e o Governo que já dá muito. Tenha juizo

  4. Eldorado

    Em primeiro lugar há uma falta de responsabilidade da mulher, com 28 anos já com 6 filhos, daqui a alguns anos poderá elevar a fatia para pelo menos mais 2. Para quê servem os PMI -PF? Onde está o PAI(os PAIS) das crianças?E ela deveria pensar sempre antes de ter relações, nas pobres crianças que já têm e dos que por ventura virão. O caso da mesma é semelhante a das muitas mulheres jovens do nosso PAÍS, teêm muitos filhos e quem acaba por sustentar as familias são os seus pais (levando desaforos)

  5. Juiz

    Vejo aqui muitas pessoas a julgarem a personagem desta história. Julgar é fácil, difícil mesmo é ajudarmos o próximo!
    A verdade é que há muita gente na periferia de São Vicente que passa fome e o cerne da questão não é o facto de se ter muitos filhos ou não. O autor da matéria foi muito infeliz na abordagem do assunto, sendo que há muitas famílias mono, bi, tri parentais, que passam pelo mesmo problema. Temos que parar de tapar o sol com a peneira (Governo e Sociedade Civil).

  6. jose ramos

    O jornalista não tem que fazer não é gozo aos 28 anos parir 6 filhos e nas vesperas de parir mais?

  7. AMIGO

    NAO SÓ EM SV NUTRAS ILHAS HA SINAIS DE FOME MAS 28 ANOS 6 FILHOS???

  8. Eduardo Oliveira

    “São Vicente tem mesmo muita fome e quem de direito para sua resolução fecha os olhos perante tal situação” –
    Pois é, AMIGA. – vão fechando os olhos e quando os abrirem podem ter surpresas. Pensam ter assento “ad eternum” como peNsava ter o Khaddafi, o Saddam e outros mais que sairam tristemente.
    O que CV precisa é uma tomada de consciência para que cada um defenda os seus direitos numa revolução com rmas que tem: – OS BOLETINS DE VOTO

  9. Alexandre

    E triste mas e pura realidade, as pessoas de São Vicente deveriam pensar menos em festas e os Imigrantes investirem mas na sua ilha natal. Os imigrantes de sao vicente sao os que injetam menos dinheiro na sua ilha natal.mas portanto quando tao de ferias e so exibicionismo.

    Deveriam abrir os olhos nas verdadeiras carencias da ilha. Mesmo que o estado nao ajude nao virem as costas a ilha.

  10. Humberto Depina

    Os direitos basicos do ser humano nao podem ser ignorados. Esta familia cometeu erros, mas, nao e por isso que devem ser apedrejados e retirados os seus direitos principal- mente quando ha criancas envolvidas. E lamentavel os comentarios ignorantes de pessoas que se identificam como quadro superior e estudante universitario.

  11. DUARTE

    É só para informar q PMI não é de graça,tem q pagar para fazer planeamento familiar.

  12. CidadaoCV

    Não é segredo para ninguém o estado de penúria que vive boa parte da população cabo-verdiana. A fome, a miséria, a exclusão social… são uma realidade em Cabo Verde. Mas também muito por culpa da irresponsabilidade dos próprios “sofredores”. Porquê uma pessoa de 28 anos, sem as mínimas condições de sobrevivência tem 6 filhos? Quem serão estas crianças quando adultas? Não é de estranhar o aumento da criminalidade juvenil. O que está Vania fez, (seis filhos) não passa de crime.

  13. adilson

    Muitos de voces que vem aqui comentar que muitas pessoas ė o proprio responsavel pela fome que atravessa na ilha de sao vicente ,pois muitos de voces nao estao la a ver a fome da populacao ,, maiorias de voces estao emigrados e la voces tem todo o apoio , vamos fazer o governo entender que s. Vicente esta mesmo com fome , e isso nao podemos esconder porque esta visivel em 70
    Porcento das famillias do mindelo

  14. sampas

    POR FAVOR LÊEM O COMENTARIO DO (JUIZ..) REALMENTE SO SABEM MANDAR VIR;; A SENHORA VUS PEDIU AJUDA????????? NAO!!! PORTANTO AJUDAR È QUEM QUIZER!!! IGUISTAS||

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2017: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.