Tribunal julga três accionistas da TRANSCOR acusados de injúria e difamação

29/11/2013 08:40 - Modificado em 29/11/2013 08:40

transcor3O Tribunal da Comarca de São Vicente está a realizar o julgamento do processo-crime movido pelo Conselho da Administração da Transcor, SA contra três accionistas da empresa. Isto após terem anunciado numa conferência de imprensa a existência de um conjunto de irregularidades cometidas pelo PCA na gestão dessa empresa.

 

Neste sentido, o CA recorreu às instâncias judiciais para que os accionistas fossem sujeitos ao julgamento e apresentassem provas à justiça como fundamento da sua denúncia. E que caso o Juízo Crime considere que houve infracção por parte desse grupo que sejam condenados por injúria e difamação.

Por altura da denúncia dos accionistas, Raul Boaventura, Maria Fátima e Marcelino Monteiro, realizada em Janeiro de 2013, contactado pelo NotíciasdoNorte, o PCA da Transcor, SA, Luís Gonzaga refutou as acusações desses cidadãos que denunciaram um conjunto de irregularidades cometidas pela sua pessoa naquela empresa: na compra de autocarros, na realização de Assembleias e outros procedimentos internos.

 

Esclarecimento

Na entrevista ao NN, o PCA da Transcor, SA considerou que as afirmações do grupo liderado pelo sócio Raul Boaventura são graves e sem fundamento. Por isso, o sócio terá de explicar em Tribunal, a razão dessas declarações à comunicação social.

Segundo Luís Gonzaga “as afirmações dos três accionistas frisando que o CA da Transcor cometeu irregularidades são descabidas. Apesar de estarmos acostumados com a forma de como eles agem, agora trouxeram uma novidade. Que pagamos um investimento de dez viaturas por duas vezes. Consideramos ser uma falta de ética por parte desses accionistas, ao colocar o nome da Transcor dessa forma na praça pública”.

O entrevistado salientou que nas auditorias feitas às contas da empresa por parte dos técnicos das Finanças, estes não detectaram haver pagamento na compra de dez autocarros por duas vezes.

 

Queixa-crime

Para resolver a questão o Conselho da Administração da empresa intentou uma acção judicial contra os três accionistas. Porque afirmam que o tribunal seria o local próprio para que esses sócios apresentassem as provas. A Transcor, SA pede a condenação dos três cidadãos por difamação e injúria, já que “com essa prática atentaram ao bom nome da empresa, aos membros do Conselho de Administração e, principalmente, ao PCA”.

 

Defesa

Entre outras acusações, os três sócios afirmaram a não existência da aprovação das contas de 2002 e 2003. Porém o PCA da Transcor, SA fez a apresentação de um dossiê com as convocatórias das reuniões, deliberações das contas, actas e resultados das votações. Luís Gonzaga afirma que “este dossiê prova que todas as afirmações do sócio Raul nesse CI estão aqui devidamente comprovadas em documentos e factos”.

 

  1. Soncent

    Exactamente, assim é que muitos deviam começar a fazer. É preciso ter muito cuidado quando se acusa as pessoas. O criolo adora “mandar boca” e depois acabam se ferrando. Atitude inteligente seria arranjar provas e depois efectuar uma acusação legal com base em provas fundamentadas. Agora vão responder o processo, vão perder e ainda vão pagar uma indemnização por danos morais causados.

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