Patroas vs empregadas domésticas: uma relação de trabalho … quase normal

26/11/2013 07:08 - Modificado em 26/11/2013 07:08

domesticaA relação patroa e empregadas domésticas deveria ser uma das melhores parcerias, na medida em que uma precisa da outra. O NN quis saber como é essa relação e, por isso, entrevistou algumas empregadas e patroas, para entender melhor a relação. Isto numa altura de crise em que as famílias começam por dispensar os serviços domésticos.

 

Crisolita Neves garante que a sua relação com a patroa não é má “eu e a minha patroa nunca tivemos problemas”, mas esclarece que “tenho muito trabalho aqui nesta casa e a patroa gosta que eu saia depois das seis, quando ela regressa para casa mas, às vezes, ela vem mais tarde”.

A patroa Maria de Fátima Ferreira não compartilha da mesma opinião da sua empregada, isto porque segundo ela “pago 15 mil escudos pois estou ciente que ela sai tarde do trabalho, mas sobre esse assunto já falamos, ao fim do mês normalmente saio tarde do trabalho e ela fica à minha espera por causa dos meus filhos”. Crisolita afirma que é tratada bem pelos patrões mas “tenho os meus filhos que merecem e precisam de um pouco de atenção”, mas confirma “agradeço por ter este emprego”.

Maria Ferreira colocou a sua empregada no seguro: “coloquei a Crisolita no seguro porque eu sei que ela precisa de tratamento, compra de remédios entre outras coisas, que sem o seguro ficaria difícil para ela”. A relação é boa, mas a funcionária reclama de muito trabalho e da saída tarde do trabalho.

Ana Monteiro garanteque a sua ligação com a doméstica é normal, é uma relação empregada e empregador. “Se cada um cumprir com os próprios deveres damo-nos bem, por exemplo, nós até agora nunca tivemos nenhum problema, ambas cumprimos com as nossas obrigações”. Assegura Ana Monteiro.

Joana silva concorda com a patroa e acrescenta “esta é como se fosse a minha segunda família, sou bem tratada pelos patrões, pagam a horas e, por isso, não tenho de reclamar”.

Enquanto umas são bem tratadas, outras nem por isso, Marisia Santos trabalha na casa da professora do EBI, Nádia Dias e a empregada afirma que pagam pouco e ainda não dão férias.

Marisia Santos disse ao NN que, “estou neste trabalho porque quando precisamos temos de obedecer mesmo que a razão esteja do nosso lado”.

O NN quis saber a versão da empregadora, mas esta não se quis pronunciar, alegando que cumpre todos os seus deveres com a empregada.

Muitas das empregadas domésticas são bem tratadas, mas também há aquelas que são mal tratadas. As maltratadas têm medo de confessar para não perderem o emprego.

 

  1. imigrante

    mi e imaigrante , ma kis patroas e um banda de preguicosas , exploradoras e manias de da pa grande.
    mi ma nha mulher no te trabalha mais e ganha mais k essas pessoas no k te po empregada,pq no te faze k nos mao.
    Paranoia e manias de Status.

  2. Emigrante

    Eu neste momento estou a estudar for de Cabo Verde mas a minha mãe está em CV a trabalhar como empregada doméstica de uma casa onde ela começa a trabalhar ás 7:30 da manha e sai ás 20:00 da noite e ela recebe 6 mil escudos, estes patrões de cabo verde abusam muito!!!

  3. Artista

    OH «IMIGRANTE» tu e a tua mulher podem até ganhar mais, disso não tenho duvidas, pois as diferenças dos países é bastante grande e consequentemente o salario em termos de valor é maior seu estupido. Agora pergunto, sera que ganharias mais estando aqui em Cabo Verde, tendo formação académica dessas patroas. É claro que tu e a tua mulher nunca irão ter empregados, pois vocês já o são. Ou vai-me dizer que és director de uma empresa, ou empresario, etc… e a tua mulher professora, médica ou, etc.

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