OGE 2014: entre desonestos, honestos e desorientados alguém há-de se safar

22/11/2013 01:20 - Modificado em 22/11/2013 01:20
| Comentários fechados em OGE 2014: entre desonestos, honestos e desorientados alguém há-de se safar

EscudosNo primeiro dia de debate do Orçamento de Estado para 2014 as diversas bancadas já vão evidenciando a sua posição sobre o documento. Enquanto PAICV aprova deixa claro que vai aprovar, MpD , como sempre , ameaça votar contra e a UCID anda as voltas num aprova , não aprova, mas acaba por se abster , como sempre. Ou seja ,como sempre o Orçamento Geral do Estado será aprovado.

 

Para o governo, através do Primeiro-ministro, José Maria Neves, este orçamento foi feito com “cuidados macroeconómicos necessários sobre critérios e contenção e qualidade das despesas e de investimentos criteriosos em tempos exigentes”. Para Neves a proposta de orçamento afirma 2014 “ser um ano crucial para enfrentar e mitigar os efeitos da crise”. Acrescenta que o governo propõe “investimentos voltados para redução da pobreza valorização do capital humano a unificação do espaço nacional e internacionalização da economia”.

 

A bancada aprova o orçamento

 

Para Júlio Correia, deputado do PAICV, a oposição tem que aprovar o orçamento. Aponta o crescimento económica, redução da pobreza e desemprego, como factores para pedir o voto positivo das outras bancadas.

Mas os deputados do MpD não partilham dessa visão dos tambarinas. “Infelizmente é um orçamento da negação, enganador e pouco transparente que reflecte as políticas de um governo esgotado e desorientado”, afirma o líder da bancada do MpD, Elísio Freire. Para Freire esta proposta de orçamento retrata um país “com um crescimento anémico, por vezes negativo, desequilibrado a nível financeiro, endividado, sem autonomia na priorização dos investimentos públicos”.

Para a UCID é um orçamento que “não dá atenção as famílias de Cabo Verde”, e acrescenta que precisa-se de um “orçamento amigo do povo”.

 

A questão divida

 

A questão da divida esteve em destaque neste primeiro dia, sendo o motivo de desacordo das bancada. Para Adalberto Silva, do MpD, a divida preocupa e que são precisas outras soluções. E afirma que não estamos num bom caminho com o nível actual da divida do país. A UCID afirma que “é preciso investir para que o país possa se desenvolver e aproveitar oportunidades que só se fazem sentido se o povo tiver trabalho”.

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2017: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.