Fortym del Rey : o descaso , a ilegalidade , o abandono habitam o forte

22/11/2013 00:04 - Modificado em 22/11/2013 01:30

O Fortym del Rey já foi considerado um ícone de São Vicente. Local histórico, erguido em 1852 para a defesa da Cidade do Mindelo e do Porto Grande, serviu também como cadeia civil. Em tempos recentes foi um dos miradouros da ilha com vista única para a Baía do Porto Grande e a cidade do Mindelo.

 

Em 2009, o desenvolvimento do Fortym esteve prestes a descolar, quando foi anunciada a construção de um hotel e de um casino no local.

Neste momento, o que retrata o local é o estado de abandono e os espaços em ruínas e a degradarem-se a cada dia.

 

Com pompas e circunstâncias foram feitas a apresentação do projecto, mas agora, ninguém aparece para assumir as responsabilidades de total abandono e degradação. Neste local histórico pede-se a intervenção tanto do Governo como da Câmara Municipal para que seja reposta a legalidade e que seja dado um destino a este espaço único da cidade. O local está cercado, totalmente abandonado e pergunta-se: a situação vai continuar assim?

 

 

 

  1. Mário Matos

    O Fortiym del Rey é um reflexo da situação em que S.Vicente se encontra ou seja entregue à bicharada. Ninguém é responsável, ninguém se responsabiliza. É só show e mais nada.
    Para onde vais S.Vicente?

  2. Eduardo Oliveira

    Incompetência municipal, falta de sensibilidade nacional, concupiscência, corrupção. E também vontade de destrução de vestigios coloniais.Simplesmente vergonhoso !!!

  3. Carlos Silva - Ralão

    Como já tinha afirmado aqui em alguns comentários, existe um pequeno grupo nestes país que aproveita dos já escassos recursos do estado, ou seja, do povo, para se enriquecerem. Imaginem um local que era público e dos mais emblemáticos de S. Vicente, foi bloqueado ao povo de S. Vicente e destas ilhas, para lazer e desporto, em detrimento de uns poucos para construção desse grande projeto que nunca saiu se quer da cabeça desse grupo. Isso acontece com os armazens da FIC também….

  4. Julio Goto

    … Jose Maria Neves tinha dito que iria travar todo tipo de construcao na area onde fica o Furtim.
    Vandalismo do Governo basta ver o antigo registo civil/admnistracao no coracao da cidadede Mindelo sem falar do Liceu Velho.

  5. Jello

    INDIGNEZ-VOUS DIZIA STEPHAN HESSEL UM INTELECTUAL JUDEU E FRANCÊS, FALECIDO RECENTEMENTE (2013), HOMEM DE ESQUERDA MODERNA E ESCLARECIDA, RESISTENTE ANTI-NAZI E PRISIONEIRO DOS CAMPOS DE CONCENTRAÇÃO NOS ANOS 40. ESTA FAMOSA PALAVRA DE ORDEM UM DESAFIO QUE LANÇOU EM 2010 APÓS A CRISE FINANCEIRA FICARÁ GRAVADA NA MEMÓRIA DE TODOS OS INCONFORMISTAS. INDIGNEZ-VOUS PERANTE A INJUSTIÇA O DESCASO E A DESCONSIDERAÇÃO.
    Caros amigos como não podemos não ficar indignados, e eu fico com o dia estragado cada vez que vem a publico estas notícias e tenho que mandar para fora esta revolta. Desculpem-se se as vezes exagero, pois quando vejo tanta indiferença da gente da nossa terra (tont da dam) começo a perguntar….
    Mas não é revoltante caros amigo que os responsáveis pela cultura e património deste país não tomem nas mãos estes e outros dossiers relativamente ao património histórico da cidade do Mindelo, ou só é cabo Verde Cidade Velha e santiago (eu sei que é politicamente dizer isso mas qualquer um de nós que vem seguindo este processo de descalabro na nossa ilha só pode chegar a esta conclusão, ou haverá uma conspiração contra a nossa ilha em que os seus próprios filhos estejam envolvidos) .Onde para o Ministério da Cultura, o IPAR a Câmara as autoridades. Mas bolas esta gente não tem sensibilidade?

  6. Dje Guebara

    A verdade não corrompe o que diz Marcelo Caetano que negros não sirvem para governar. Vejam que todos os patrimonios nacionais acabados no abandono,vergonha deveriam de sentir essas boludos de negros oriundos de africa Praia capital de os analfaignorantes governantes.Son cente com muitos pontos historicos da era colonial vão desaparecendo por causa de essos estupidos e lixos da sociedade caboverdeana.

  7. Loje

    Bem haja NN por este e outros trabalho que tem feito no sentido da informação. O Fortim estava caindo no esquecimento para ser abatido na calada
    Este jornal vem dedicando uma atenção especial aos problemas sociais económicos da nossa ilha e mesmo do Norte, esta região que se vai tornando periférica. Se deixarmos morrer o Fortim o que mais daremos valor naquela terra?

  8. Carlos Silva - Ralão

    Respeito a todos que valorizam os momumentos antigos, infelizmente referente a era colonial. Todos concordam que uma colonização nunca trás coisas positivas, já que é baseada na exploração, destruição e humilhação. Sou a favor do progresso, e principalmente que chegue aos mais necessitados. Foi o exemplo da nova Delegacia de Saúde construida, um grupo de elitistas de S. Vicente, para além de beneficiarem do INPS, planos de sáude privados, podem deslocar ao estrangeiro para consultas…

  9. Carlos Silva - Ralão

    Em sequência ao meu comentário anterior, o grupo elitista de S. Vicente era contra uma obra tão importante que está beneficiando a maioria da população de S. Vicente que tem muitas dificuldades em ter acesso a serviços de saúde de qualidade. Portanto, não se pode dar ao luxo de manter alguns patrimónios ligados a época colonial em detrimento de criação de novas infraestruturas para o bem da maioria sofredora da população, sei que não é o caso de Furtin, mas de certeza que outros casos surgirão.

  10. Maurino C B Delgado

    Parabéns por esta reportagem que relança o debate sobre a destruição do património histórico de S. Vicente e a possível responsabilização dos atores, que neste caso, foram a Câmara liderada pela Drª Isaura Gomes e a Assembleia Municipal. Ao Carlos Silva-Ralão: – Tenho orgulho de pertencer ao grupo elitista que defendeu que a Delegacia de Saúde podia ser construída num outro terreno e aquele espaço conservado como património histórico. O património está a ser destruído a reboque de interesses económicos e eleitoralista e ainda devido ao nosso défice cultural e a ignorância da nossa história.

  11. Jello

    Classificam-nos de elitistas por defendermos o património. Francamente essa gente está doida e não se dá conta. Para falar assim deve ser um homem importante do regime, mas se for o caso pela maldade que distila este homem, confirma-se que o país está entregues a bicharada. Atenção ao que ele diz que:

    ‘não se pode dar ao luxo de manter alguns patrimónios ligados a época colonial em detrimento de criação de novas infraestruturas para o bem da maioria sofredora da população, sei que não é o caso de Furtin, mas de certeza que outros casos surgirão’.

    Este cinismo social-fascista é típico de um Gobells ou de um Estaline pelo que ‘ça donne frois au dos’ como os franceses dizem, que Deus proteja Mindelo. Pois temos gente que em nome do povo podem destruir património construído por gerações e deixado para ser desfrutado. À insegurança pública soma-se a insegurança cultural perpetrada por actos delinquência cultural por agentes do poder e seus colaboradores
    A menos que pretendam arrasar toda o centro da cidade e transformá-lo como as ladeiras da Praia, ainda sobra o Liceu em ruínas, o Palácio para ser demolido ou transformado num bordel. Com esta ideologia podem arrasar S. Vicente. Mas de onde é que apareceu esta raça de gente indigna e fanática? Este senhor só pode ser um Nero ou um ideólogo fanático que quer transformar Cabo Verde num Sodoma Gomorra. O nosso pais não está bom está, a atravessar a maior uma crise moral e intelectual de toda a sua história. Meu senhor você está enganado na sua ideologia, não foi para isso que tomamos a independência.
    Olhe com a Regionalização as pessoas que querem ajustar as contas com o património colonial poderão ter uma ilha ( Santiago? Já que aí é que reside um grande número de fundamentalistas) só para elas quebrarem, desmantelarem o património colonial e vingarem-se assim do colonialismo nas pedras mudas. É a único remédio que damos a doidos talibãs. Mas depois não venham mais chorar. Viva a Regionalização e cada macaco no seu galho.

  12. Eduardo Oliveira

    Sinto vergonha quando ouço comentaristas como o tal de Carlos Silva que perdeu uma boa ocasião para estar calado.. Simplesmente lamentàvel !!!
    Qualquer dia vai aparecer aqui a pedir a destruição do antigo palàcio do Governo e da Câmara Municipal porque foram construidos pelos colonialstas.
    Se o Carlos Silva tiver um bocadinho de lôgica, onvido-o a “destruir-se” porque ele é (de uma forma ou de outra e sem qualquer dùvida) um descendente dos colonialistas.

  13. Cândida Leite

    O que assina Carlos Silva deve ter estudado na cartilha de Nicolae Ceaucesco que mandou arrazar uma grande parte da capital romena para construir um palàcio para satisfazer o seu ego. Hoje confirma-se que o edificio é um monstro obsoleto onde nada se pode fazer de racional.
    Por causa do capricho do ditador houve muitos suicidios e quem não se matou esperou o tempo necessàrio para matar o cão tinhoso e a sua peste
    Esporra, Carlos !!!

  14. Caro Julio se o povo de S.Vicente acreditar nas promecas de Jose Maria Neves e porque estao cegos e surdos porque ele e um PAICV I para um PAICV exPAIGC CaboVerde e so ilha de Santiago as outras ilhas principalmente os de Barlavento nao tem nenhum interece para eles claro sao badios i tem de proteger e a terra deles

  15. Jello

    Helas Cândida Leite Cabo Verde tem os seus próprios Ceaucecus, São pessoas ignorantes estúpidas à frente dos destinos deste arquipélago que se não forem controldas podem fazer barbaridades e muito mal ao país. No artigo Kokorota
    http://www.expressodasilhas.sapo.cv/opiniao/item/40791-kokorota
    Rosário da Luz caracteriza estes Homens Novos que tomaram conta da nossa terra da seguinte maneira: ‘A bipolarização política pós-91 acabou por reforçar a dependência tática e psicológica do Cabo-verdiano na sua família partidária, processo que comprometeu ainda mais a emergência de uma cultura de mérito. Na dimokrasia, o mérito político passou a ser entendido como uma questão de engenho – de quem se consegue colocar a si e aos seus acólitos na linha de frente para cargos, câmaras, projetos, consultorias, obras e “apoios”. Uma olhada rápida, then and now, pelas as chefias institucionais dos “sectores estratégicos” em Cabo Verde confirma que quem foi promovido à Direção, ao Conselho de Administração ou obteve o apoio necessário à sua candidatura não foi quem demonstrou excelência ética e organizativa, mas sim quem melhor engoliu, engraxou ou conspirou. E se por acaso algum tacho for parar às mãos de uma competência despartidarizada, esta é rapidamente exonerada e substituída por um boy com falta de job; e se este boy, por seu turno, falhar cabalmente no cumprimento dos objetivos sob sua tutela, ele é mantido à mesma, por vezes durante décadas, no conforto do seu cargo original – ou de uma chefia análoga.

  16. Ricardo Gomes

    Sr Carlos Silva se o governo da República de Santiago pensar em tocar em mais um patrimónios ligados a época colonial ou natural da ilha para criação das ditas infraestruturas, que mais não são obras que endividam o país e destinadas a engrandecer JMN e o seu regime corrupto a coisa não ficará assim. O governo devia era encontrar dinheiros para compor o Liceu o Eden Park o Fortim.

  17. Carlos Silva - Ralão

    Caros Srs. Maurino C B Delgado (que penso ser quem penso, e que com certeza iremos nos encontrar nas ruas do Mindelo um dia destes), Eduardo Oliveira e Jello, que penso ser um pseudónimo (este último) já que não se identifica com o nome próprio, se lerem o meu comentário, apesar de não ser um admirador de patrimónios coloniais, em nenhum momento afirmei ser a favor da destruição dos mesmos, e volto a repetir, apenas acho que num local onde se pode construir algo para o bem da maioria, que é o povo, na minha opinião (não destruidora), deve preterir a qualquer património, mas é claro que há sempre possibilidades, e se possível devem ser mantidas os patrimónios, construir noutros locais.

    Ao Sr. Jello, que acha que defendo a ideologia de um tal de Nero ou alguma ideologia fanática e os Sr. Eduardo Oliveira, eu lhes desafio que saiam do anonimato, se identifiquem, e quem saiba podemos marcar um encontra frente a frente, num local bem descontraído, com uma gelada quase congelada a frente, e de certeza que irão ficar com uma impressão completamente diferente do que me adjetivaram nos vossos comentários.

    Segue o meu email: ralaosilva@hotmail.com ou ralaosilva@gmail.com, me envie um email com vosso contato de telefone que terei prazer em lhes ligar e poderemos marcar esse encontro. Srs. Jello e Eduardo Oliveira, quando me conhecerem pessoalmente irão ver que sou uma pessoa que defende acima de tudo, S. Vicente e Cabo Verde.

    Ah outra coisa Sr. Eduardo Oliveira, não me sinto nem menos ou mais que qualquer outra pessoa por se descendente dos povos que sou, pelo contrário, a diversidade de origens pode contribuir para uma maior aceitação das diferenças. Fico aguardando o vosso email (Jello e Eduardo Oliveira)

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