ONU pedem 225 milhões de euros para ajudar as Filipinas

12/11/2013 12:22 - Modificado em 12/11/2013 12:22
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tufãoSão precisos 225 milhões de de euros para ajudar as Filipinas, depois da passagem do do tufão Haiyan nas províncias de Leyte e Samas, nas Filipinas, diz as Nações Unidas, que lançou um apelo internacional. Os sobreviventes invadiram os aeroportos locais e tentam, desesperadamente, sair da rota de uma segunda tempestade, chamada Zoraida, que se aproxima a grande velocidade.

 

A destruição nos aeroportos e o mau tempo, que persiste desde sexta-feira, quando o mega tufão Haiyan chegou ao país, com ventos que chegaram a 300 km/hora e ondas de altura superior a cinco metros, não permite aos aviões aterrarem e partirem em quantidade suficiente para levar todos. Apenas algumas centenas conseguiram partir nas últimas horas.

 

Navios de guerra britânicos e americanos continuam a dirigir-se para as Filipinas (alguns já estão na região), respondendo a um apelo das Nações Unidas, e vão procurar resgatar sobreviventes do Haiyan, que terá feito pelo menos dez mil mortos.

 

O número de mortos confirmados é de 1774, mas as Nações Unidas estimam que só na cidade Tacloban, na ilha de Leyte, podem ter morrido dez mil pessoas.

 

A ONU diz que está a ser feito um grande esforço internacional para fazer chegar a ajuda aos sobreviventes, mas que vai ser muito difícil fazê-la chegar a quem mais precisa porque as vias de comunicação estão cortadas. Bernard Kerblat, do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), disse à BBC que alguns aviões conseguiram aterrar em Cebu mas que, além da falta de infra-estruturas que permitem levar a ajuda aos sobreviventes, a continuação do mau tempo está a impedir a operação.

 

“A chuva está a complicar os esforços e a impedir os veículos de penetrarem no terreno; nem uma única ponte ficou inteira”, disse. “A segunda má notícia é que nas próximas 72 horas vamos assistir à chegada de um segundo tufão”, disse este representante do ACNUR na noite de segunda-feira.

 

Entretanto, a ONU anunciou nesta terça-feira o lançamento de um plano de acção de emergência para as Filipinas, para o qual estima a necessidade de 225 milhões de euros. “O plano concentra-se na alimentação, na saúde, nos abrigos, na retirada dos detritos e na protecção dos mais vulneráveis, e espero que as doações sejam generosas”, disse a chefe das operações humanitárias da ONU, Valerie Amos. O plano de acção durará até Maio de 2014.

 

A própria ONU já prometeu 25 milhões de dólares dos seus fundos para ajuda imediata. “Mas, neste momento, é muito difícil percebermos quais são as necessidades imediatas, porque é muito difícil chegar aos lugares”, disse Amos. Vários países e organizações internacionais já fizeram saber que querem ajudar com o envio de dinheiro ou de ajuda material.

 

A FAO, o fundo alimentar das Nações Unidas, lançou um apelo idêntico à doação de dinheiro e considera que precisa de 24 milhões de dólares para recuperar a agricultura e a indústria da pesca nas zonas mais afectadas pelo tufão nas Filipinas.

 

“O super-tufão ameaça os meios de sobrevivência de um grande número de pessoas e teve um vasto impacte na cadeia de segurança alimentar”, disse o director-geral da FAO, José Graziano da Silva, em comunicado.

 

Os sobreviventes fazem apelos desesperados. Na cidade de Tacloban, na ilha de Leyte, os corpos cobrem as ruas. Na ilha de Panay, 56 mil casas desapareceram e 83 mil estão inabitáveis — 650 mil pessoas estão à deriva no meio desta catástrofe natural.

 

A ajuda começou a chegar mas está muito aquém do que é necessário — falta água, falta comida, faltam medicamentos, faltam abrigos e faltam meios para retirar os corpos das ruas. Aqui já há casos de desinteria e as autoridades do país alertaram para os riscos de epidemias.

 

“Está tudo destruído”, disse ao The Telegraph o brigadeiro Paul Kennedy, da marinha dos Estados Unidos, que fez um voo de duas horas sobre Leyte. “Está tudo coberto de corpos.”

 

 

publico.pt

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