Jovens á procura de emprego : viver de promessas e sonhos de uma vida melhor

12/11/2013 07:14 - Modificado em 12/11/2013 07:14
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empregoÉ do senso comum que a situação social das famílias tem piorado na medida em que o preço dos produtos de primeira necessidade tem aumentado, devido às sucessivas taxas criadas, e a falta de emprego tornou-se num problema estrutural em São Vicente. E para as pessoas que procuram construir família ou que já iniciaram, o sentimento é que as “coisas não estão nada fáceis” e a tendência é que propende a piorar.

 

Falando com os jovens sobre a situação em que se encontram, o panorama não parece nada motivador. Para Fredson dos Santos, de Monte Sossego, tudo pode estar bem “mas sempre falta algo”. Agora, no que concerne a esse algo estão incluídos vários itens, entre os quais o trabalho. Principalmente nas periferias o problema do emprego é o mais citado relativamente aos problemas enfrentados. “Se aparece um dia, fico quase dois meses sem trabalhar”, sublinha Fredson.

 

“É que sem trabalho fica mais difícil continuar a levar a vida e sem dinheiro, é penoso sustentar família”, acrescenta César Delgado. Apesar de estar empregado de momento, acrescenta que é muito difícil pois “cada dia as coisas estão ficando cada vez mais caras”. O lamento de muitos é que com os preços a aumentar e com a falta de emprego, a situação das pessoas vai continuar a ficar cada vez mais difícil.

 

Fredson com 28 anos vive com a mulher e dois filhos há quase dois anos e afirma que muitas vezes com um trabalho é difícil já que os preços dos produtos continuam sempre a aumentar. Neste momento, encontra-se desempregado e às vezes consegue alguns biscates concertando aparelhos estragados mas confessa que nos últimos tempos não tem conseguido nada. “Há algum tempo atrás um pão custava 10 escudos agora custa 15 escudos e onde se comprava cinco agora são apenas três”, analisa Fredson que vai fazendo as contas à vida.

 

A matemática feita por pessoas que estão neste momento a construir família reflecte-se no sentimento de que precisam de ter mais oportunidades para poderem viver de forma mais digna, afirma Jorge Nascimento.

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