Promoção Social quer colocar fora do lar Nho Djunga 70 crianças do Centro de Recuperação Nutricional

11/11/2013 01:59 - Modificado em 11/11/2013 01:59

lar nho djungaO Ministério da Promoção Social quer colocar meninas em situação de risco no espaço onde funciona o Centro de recuperação nutricional. O problema está onde irão as cerca de 70 a 90 crianças desse centro. Será que há outro lugar com condições de segurança e funcionamento?

 

O Ministério da Promoção Social quer centralizar os seus serviços, nos espaços onde funciona o Centro de recuperação nutricional, mas o problema é que as crianças do centro não têm para onde ir. A Dr.ª Laidinha Fortes, nutricionista de profissão e responsável pelo centro afirma que “não sou contra quererem centralizar aqui os serviços porque as meninas em situação de risco também têm direito de estarem num local digno, mas têm que nos dar um espaço alternativo, um lugar com as mínimas condições de segurança e de funcionamento para as nossas crianças”. O espaço onde funciona o centro de recuperação nutricional foi cedido pelo Ministério da Saúde e Promoção Social em 1991, hoje Ministério da Promoção Social.

 

Já existe um espaço alternativo mas precisa de reforma. “Já nos foi dado um espaço mas não tem as mínimas condições de funcionamento e segurança. Se eles reformarem o espaço não teremos nenhum problema em mudar, pedimos o espaço há muito tempo mas não nos deram”. Se tivéssemos dinheiro para as reformas faríamos, mas nós não conseguimos porque dependemos de ajudas que recebemos de instituições, de médicos do Hospital Baptista de Sousa, de pessoas singulares”. A Câmara Municipal era um dos colaboradores do Centro “mas desde Setembro do ano passado que não temos contado com a ajuda da Câmara Municipal de São Vicente que alega não ter verbas para o financiamento”. Acrescenta ainda a responsável do Centro.

 

Sabem que o espaço não lhes pertence, mas não têm para onde ir. “Sabemos que esse espaço não é nosso porque não existe nenhum documento no cartório, mas depois de muito tempo queremos um lugar digno para as crianças”. Realça a Dr.ª Laidinha que acrescenta que “quando o lugar ainda era de bom uso fizemos uma solicitação do lugar várias vezes mas nunca tivemos resposta”.

 

“Iniciamos com 20 crianças e, neste momento, temos cerca de 70 a 90 crianças dos 0 aos 4 anos, que é a nossa faixa etária, mas até temos crianças de 12 anos, entre as quais 3 são malnutridas que nos chegaram há pouco tempo. A maioria são crianças maltratadas ou abandonadas, filhos de empregadas domésticas, funcionárias de fábricas, famílias monoparentais, ou seja, o pai está ausente, estudantes e muitas vezes de famílias numerosas”. Adianta a Dr.ª Laidinha.

 

Tentámos contactar o delegado do ICCA (Instituto Cabo-verdiano da Criança e do Adolescente), Jandir Oliveira, mas este não quis prestar declarações alegando que, quem poderia pronunciar-se sobre o assunto era a coordenadora do Centro de Desenvolvimento Social de São Vicente, Dr.ª Francisca Silva. Mas não foi possível conversar com a delegada porque esta está de licença por motivos de força maior.

 

A directora do centro deixa claro se não houver condições eles não mudam, mas estão dispostos a colaborar, desde que o novo espaço tenha condições mínimas de funcionamento e segurança. Esse centro funciona das 8 da manhã até às 6 da tarde e as crianças têm 3 refeições quentes e ainda, semanal ou mensalmente, as mais carenciadas têm direito a ajuda alimentar.

 

  1. maria jose evora

    Meu Deus só quem não conhece o trabalho do centro era capaz de fazer um atrocidade de pensar em fechar é dificil porque terão que fechar com as crianças la dentro porque este centro existe porque existe tambem essa crianças que tanto precisa Eu e a minha familia ja tivemos oportunidade de ajudar a tirar criancas pertencente a este centro de risco de morrer por estar mal nutridas com muito amor hoje vejo pelo nosso djunim e irmaos e agradecemos ao centro por existir.

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