Sucessão no PAICV: JMN chama a atenção de Filú mas este não ouve o chefe

8/11/2013 00:54 - Modificado em 8/11/2013 00:54

jmn5José Maria Neves, presidente do PAICV, veio publicamente chamar a atenção de Felisberto Vieira, por este ter dado o tiro de partida na corrida à sucessão. JMN diz que as disputas para a liderança do partido devem ser feitas no período eleitoral. Só que, como se sabe, Filú não ouve o chefe nas questões de disciplina partidária.

Veja-se o que aconteceu com a escolha do candidato à Presidência da República, onde Filú se rebelou contra as decisões do Conselho Nacional dividindo o partido em dois, com as consequências que se conhecem. Mas os partidários de Filú defendem que “o líder não pode anunciar a retirada com tanto tempo de antecedência e esperar que todos fiquem quietos na linha de partida à espera do seu sinal para partir”.

Mas é isso mesmo que JMN quer: “Vai-se abrir um processo eleitoral e os dirigentes do PAICV que se mostrarem disponíveis e que têm ambição em assumir a liderança deverão fazer o trabalho nesse sentido. Acho que não estamos ainda num momento eleitoral e ainda nem sequer marcamos a data das eleições”. Mas do lado de Felisberto Vieira existe desconfiança, pois pressentem que do lado do “chefe” vai surgir uma candidatura contra a sua. A verdade é que as “feridas das presidenciais” podem-se abrir a qualquer momento para acabarem com a paz podre que reina no PAICV.

Mas JMN pressente isso e alerta “neste momento todo o partido deve concentrar-se no reforço da coesão e da unidade internas. O partido deve trabalhar mais para se abrir à sociedade para debater os principais desafios que Cabo Verde tem neste momento e mobilizarmos toda a Nação cabo-verdiana para enfrentarmos com sucesso esses desafios”. Mas o fantasma da cisão ocorrida com a escolha do candidato presidencial paira no ar e o presidente do partido pouco mais pode fazer do que esconjurar. “No momento certo, quando for aberto o período eleitoral, aí sim, faremos todas as disputas num quadro democrático, de lealdade e num quadro ético que favoreça a coesão e a unidade do partido”.

  1. alberto tavares

    Nunca se sabe ao certo o que querem. So eles sabem. Assim podem jogar com a paciência do povo.

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