Falta de electricidade e água trava o desenvolvimento

6/11/2013 02:57 - Modificado em 6/11/2013 02:57
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quadro-escolarO Centro Educativo de Boa Esperança, na ilha da Boa Vista, vive alguns constrangimentos que põem em causa as actividades realizadas nesse espaço. A falta de electricidade e de água constitui o maior entrave ao funcionamento do Centro Educativo da Nossa Senhora da Boa Esperança, situado num bairro que aguarda pela sua legalização.

 

A irmã Maria Paula Semedo trabalha há três anos nesse centro que anseia proporcionar melhores condições de vida e de estudo às cerca de 400 crianças/alunos acolhidos naquela infra-estrutura educativa e religiosa.

 

“A maior dificuldade no funcionamento do centro é a falta de electricidade e de água, porque temos cera de 400 crianças aqui. Muitas coisas más que às vezes acontecem no bairro, devem-se à falta de iluminação e de água”, sustenta aquela missionária do Espírito Santo.

 

A missionária assegura que já contactou a empresa Águas e Energia da Boa Vista (AEB), de quem ouviu que têm de aguardar porque “o bairro ainda não está legalizado”.

 

A Irmã Maria Paula sublinha que esperam por uma decisão por parte do Governo ou da Câmara Municipal para olharem por essa população, porque é uma localidade que tem mais de oito mil habitantes. “Daí que o nosso grande desejo seja que a electricidade chegue até aqui, onde faz muita falta”, insiste a docente.

 

O bairro da Boa Esperança, conhecido como zona da Barraca, fica situado no subúrbio da cidade de Sal Rei. E é constituído por cidadãos oriundos de vários países da costa africana, de Santiago, São Vicente e outras ilhas que foram para a Boa Vista à procura de melhores condições de vida sendo, na sua maioria, trabalhadores da construção civil, pescadores, empregados de hotéis e vendedeiras.

 

De realçar que o centro educativo surgiu da necessidade sentida pelo antigo pároco da Boa Vista, o padre Paulo. O precursor desse projecto desenvolveu um centro de acolhimento de crianças, cuja creche e jardim infantil funcionam das 07h30 às 17h30, para preencher o tempo livre das crianças que ficavam na rua quando os pais saíam para o trabalho.

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